SOBRE A DOR E A DELÍCIA DE SER QUEM SE É!

June 1, 2019

 

SOBRE A DOR E A DELÍCIA: de ser quem se é!

 

Como a minha prática clínica é com pessoas que estão passando por algum tipo de sofrimento, ouço sobre todas as dores da vida. E são muitas! Outro dia li uma frase que dizia algo como: “não julgue o outro pelo que você não sabe”. Verdade, né?

Se todos agissem assim, muitos problemas poderiam ser evitados.

 

E no meu trabalho, como psicóloga, não fazer julgamentos sobre as dores/sofrimento das pessoas é parte fundamental no setting terapêutico. Não podemos emitir nenhum tipo de julgamento. O espaço da psicoterapia é de acolhimento, ou pelo menos deveria ser.

Quem procura ajuda psicológica precisa de um espaço onde se sinta a vontade para falar de suas dores – sejam elas físicas ou emocionais. Pode soar estranho ir ao psicólogo para falar de dores físicas? Sim, pode parecer, mas algumas vezes são as dores físicas que levam àquela pessoa ao processo psicoterápico.

 

E a máxima: “O corpo fala” que deu título ao livro - do educador e psicólogo francês Pierre Weil - aponta o quanto o corpo expressa sentimentos através de posturas, e, dá “sinais” que podem ser negligenciados. Quando não se percebe o que o corpo sinaliza, inúmeras vezes, adoece-se  para poder entender o que não foi compreendido de outra forma. Isso é o que denominamos somatização - algo que não foi dito, por anos a fio; sentido por vários momentos, e, deixado de lado porque não se teve a “coragem” suficiente para refletir.

 

E se faltou coragem é porque existe medo. E o medo, pode ser útil – em algumas situações que se assemelha a cautela – porque nos dá a chance de pensar diante de algo que pode envolver risco.  Mas, com frequência, o medo excessivo paralisa. E quando, nos deixamos acorrentar pelo medo, tendemos a colocar para “debaixo do tapete” muita coisa que, é necessário o mínimo de coragem para pensar, refletir, encarar e mudar!

 

E como o tempo passa, e rápido, em muitos momentos permite-se que passe o que não deveria: a vida, as questões que devem ser contempladas, os problemas que urgem serem resolvidos e as posturas que devem ser modificadas. Isso para não adoecer, para não ficar infeliz, entristecer e deprimir.

 

Para viver, é preciso coragem! Não só para as grandes coisas, mas para enfrentar as pequenas frustrações, os desafios diários, os “nãos” que surgem a cada nova esquina.

 

A vontade de seguir a diante deve ser perseguida, como o rio que não para diante da maior pedra que encontra no seu percurso, mas a contorna e segue seu caminho para chegar ao mar, e, nele se transformar na imensidão.

 

Assim, sente-se quem ousa encarar a dor, o sofrimento e se reinventar!

 

Ou renascer, como a fênix!

 

Por CHRISTINA BORGES

Psicóloga/ Mestre em Psicologia Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https: //www.facebook.com/cerebroativopsi  (21) 98581.2121

www.cantinhodageriatria.com.br

 

 

 

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