E quando o amor de uma vida inteira adoece ?

November 21, 2017

Quando a gente diz um SIM no altar, um SIM no relacionamento e promete ficar junto na saúde e na doença, nem de longe se quer pensar ou imaginar que um dia o adoecimento pode chegar.

Pensamos nos projetos de vida, na felicidade, na alegria dos momentos que virão, na família que se pode desejar construir...e nunca na dor, no sofrimento, nas perdas.

 

Ainda bem que é assim! É preciso viver o momento, o instante de um olhar, o toque de um carinho, um afago de acolhimento e compreensão. Mas em algum momento, especialmente com a maturidade e o envelhecimento, o adoecimento de alguém muito próximo pode acontecer. E aí alguns planos precisam ser adiados, ou redefinidos, trocados por outro, ou mesmo deixado de lado.

 

Assim é a vida. Uma caixinha de surpresas: ora boas, ora ruins. :(

E na verdade, penso que nunca se está completamente preparado para perder alguém que se ama. E essa perda pode ser de várias formas: um amigo que se muda para longe, um relacionamento que termina, um companheiro de vida que adoece sem chance de ter a saúde integralmente de volta.

 

Ontem no consultório, durante o atendimento do marido de uma paciente que está num estágio moderado de demência, vi nos olhos dele o quanto é dolorido, sofrido perder aos poucos uma companheira de vida. Uma mulher com quem construiu uma família, uma carreira acadêmica juntos, sonhos, viagens e tantos outros planos.

 

Vi na expressão daquele homem, na voz embargada, o quanto está difícil administrar tantas mudanças na vida. Mas especialmente e, principalmente, “perder” a mulher com quem conversava, assistia um filme, discutia um livro, dava uma caminhada numa manhã de domingo pelo Jardim Botânico, planejava uma viagem de fim de ano com a família.

 

Não existe uma perda mais fácil ou mais difícil, mais ou menos dolorosa, que vai deixar mais ou menos saudade. Mas uma perda, uma ausência insubstituível, um luto.

Que só o tempo pode ajudar a ressignificar.

 

Pra mim, ficou aquela afirmação de que não temos controle de nadaaaaaaa!

Só temos o agora! Então que seja vivido com presença! Vivido com consciência e plenitude.

 

Por Christina Borges

Psicóloga/ Mestre em Psicologia Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https: //www.facebook.com/cerebroativopsi  (21) 98581.2121

www.cantinhodageriatria.com.br

 

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