A FISIOTERAPIA NO ALZHEIMER

July 12, 2017

O Alzheimer é uma doença degenerativa, progressiva que ainda não tem cura. Grande parte das demências são causadas por ela, atingindo 1,2 milhões de brasileiros de acordo com o IBGE. A principal característica do paciente acometido é a diminuição das funções intelectuais e cognitivas apresentando: esquecimento, desorientação, dificuldade na comunicação, na compreensão, no aprendizado, consequentemente, na parte física e motora. 

 

A doença é dividida em três fases, determinando a piora do prognóstico ao passar as fases. Logo, mesmo diante de uma fase inicial, devemos nos antecipar e tentar manter através da orientação Médica, com os medicamentos adequados, com a Fisioterapia e a Fonoaudiologia um paciente mais funcional possível. O tratamento deve ser pensado e realizado a longo prazo, tendo que a doença avançará as seguintes fases. Entretanto, trabalhando a força muscular, o equilíbrio, a coordenação, o alongamento, a fala, a mastigação, a deglutição consegue-se manter com mais facilidade as atividades de vida diária. 

 

A Fisioterapia consegue ótimos resultados nas fases iniciais, com um paciente mais cooperativo, compreensivo, e que consegue realizar fisicamente as atividades. O trabalho deve ser dar-se pelo menos duas vezes na semana, com exercícios de meia hora ou até o limite do paciente para não fadigá-lo. O fato de ter na rotina a visita de um fisioterapeuta, praticar exercícios, acaba por auxiliar a memória, não no enriquecimento dela, mas na manutenção. Durante a sessão muitas vezes o paciente sente-se a vontade para conversar, lembrar de um passado longínquo, comentar alguma noticia que viu ou leu, cooperando com o tratamento.

 

A doença de Alzheimer, por ter a característica de ir se agravando, envolve e requer muito mais atenção dos familiares que muitas outras. Infelizmente, aqueles que convivem e cuidam do doente, acabam algumas vezes por ter depressão, Dores no corpo, enxaqueca devido ao estresse, o cansaço, o que é totalmente compreensivo.

 

A pessoa que você conhecia na maioria das vezes fica irreconhecível, então, além da perda mental dela, é como se houvesse uma perda da pessoa em vida. Logo, essa família próxima, deve também procurar assistência médica, psicológica, fisioterapêutica, Terapias Complementares (acupuntura, Florais, Shiatsu...), manter uma atividade física, para tratar e se recuperar da grande demanda de energia que essa enfermidade exige. 

 

Bom, termino esse texto com uma frase que aprendi com a minha Sábia avó que já não está mais entre nós: "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe". O que quero dizer com isso, é que, apesar de termos um quadro tão difícil, tão triste, tão desesperador, tão enlouquecedor, uma hora ele acaba, e nessa hora, a maioria sente saudades. Porque independentemente da dificuldade psicológica, financeira, logística que a doença traz a família, aquela pessoa fazia parte da Família e mesmo diante de um desenlace tão complicado ela deixa um espaço vazio que era só dela. Então, procuremos dar aos nossos doentes um melhor prognóstico físico para que ele possa ter uma rotina fora do leito o maior tempo possível, porque fisioterapia é exercícios e exercícios é VIDA! 

 

Camila de Assis

Contato: (21)99506 0646

E-mail: camilaagoncalves@hotmail.com

 

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