RELACIONAMENTOS INTERGERACIONAIS: HARMONIA OU CONFLITO?

May 18, 2017

 

 

Com a chegada do envelhecimento e a chance de se alcançar idades mais avançadas, aumenta a possibilidade de uma convivência mais próxima entre pessoas com idades tão diferentes, numa mesma família.

 

Essas relações intergeracionais são entendidas como vínculos que se criam permitindo a troca de experiências e trazendo uma multiplicidade de ideias, conceitos e valores para o ambiente familiar. Na construção do cruzamento destas relações, de maior proximidade, pode haver fatores agregadores que permitam a harmonia ou, também, a geração de conflitos – justamente pelas diferenças!

 

Por harmonia a gente entende – equilíbrio, ordem, acordo, conciliação, entendimento e, principalmente, ausência de conflitos! E penso que o papel da afetividade é o componente crucial para combinar os elementos desta relação, proporcionando uma sensação de bem-estar e promovendo a saúde do ambiente familiar.

 

Os novos arranjos familiares, devido ao aumento do envelhecimento populacional, leva a intergeracionalidade fazendo com que as famílias se reorganizem, de acordo com as necessidades próprias de cada núcleo, ou seja: emocionais, financeiras, afetivas e, com isso, envelheçam junto! O maior tempo de convivência familiar, alcançado com a longevidade, traz a luz da mudança no conceito de família, novas configurações e com isso, novos desafios: redefinição de papéis, de apoio e cuidados entre os membros.

 

O envelhecimento requer do idoso e da sua família algumas adaptações inerentes a esta fase da vida – que chega ser entendida em algumas culturas e, às vezes pelo próprio indivíduo, como um momento de crise devido às diversas mudanças que ocorrem no ciclo vital.

O cuidado que o idoso demanda, com frequência recaem sobre a família trazendo questões como: a qualidade do cuidado, o envolvimento, a disponibilidade.  Essa nova dinâmica das relações, se por um lado proporciona o convívio que pode estreitar os laços – por outro lado – pode trazer conflitos que expõem situações antigas que não foram resolvidas, inversão dos papéis, dependência.

 

Mas esse momento também pode ser de ajuda mútua – uma vez que na nossa sociedade – cada vez mais os idosos ajudam e cuidam dos familiares: filhos, netos, agregados e tantas vezes são arrimo de família, mesmo com aposentadorias que mal dão para o seu próprio sustento.

 

Então esse momento que é demarcado por um entrelaçar de gerações, pode ser um espaço fecundo onde a família se permita construir laços de solidariedade, cooperação, harmonia, proximidade, reciprocidade e afeto.

 

Onde haja uma valorização dos saberes, conselhos, experiências de vida adquirida pelos mais velhos, e também, o vigor do conhecimento presente nos mais jovens.

Essa nova prática intergeracional pode contribuir para o exercício do cuidado mútuo, onde os idosos são cuidados pelos filhos e netos, e estes mesmos idosos - no papel de avós - cuidam destes netos.

 

Algo que era tão comum há algumas décadas e que funcionava muito bem!

Na verdade, esta prática recebeu um nome bonito: “relações intergeracionais” mas o que se pretende é resgatar os laços de solidariedade!

 

Por Christina Borges

Psicóloga/ Mestre em Psicologia Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https: //www.facebook.com/cerebroativopsi (21) 98581.2121

www.cantinhodageriatria.com.br

 

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