SEM AUDIÇÃO NÃO HÁ INTERAÇÃO!!!

May 17, 2017

SEM AUDIÇÃO NÃO HÁ INTERAÇÃO!!!

As perdas auditivas e visuais, tão frequentes entre idosos, podem comprometer sua comunicação, causar um profundo impacto nas relações sociais, isolando-os.

Essas alterações não podem ser simplesmente aceitas como inerentes ao envelhecimento. 

 

No processo de envelhecimento, há uma grande perda progressiva em todas as frequências sonoras, que se acentua nas mais altas, acompanhada de dificuldade na habilidade de entender uma conversação normal. Essa alteração neurossensorial é chamada de presbiacusia. Cerca de um terço dos indivíduos com mais de 65 anos de idade, tem comprometimentos auditivos com consequências sociais desfavoráveis. Respostas inadequadas podem gerar uma imagem de senilidade.

A queixa típica é “ouvem, mas não entendem o que lhes é dito”. 

 

Há pelo menos duas importantes razões para que os idosos não sejam triados e referidos para avaliação audiológica e tratamento. Os idosos aceitam a diminuição da audição como parte do processo de estarem velhos e acreditarem que não há recursos para melhora.

A outra é que médicos e outros profissionais de saúde frequentemente falham em reconhecer a deficiência auditiva.  Mesmo quando o paciente reclama de perda auditiva, contam com apenas 50% de chance de ser referido para o tratamento adequado.

 

Aliado a isso há que se considerar a escassez de oferta de recursos disponíveis na rede pública para exames e diagnósticos. Outro fator complicador é a  condição  econômica de muitos idosos, que dificultam a aquisição de próteses auditivas. 

 

Das alterações sensoriais que afetam o idoso, a dificuldade na comunicação por deficiência auditiva pode ser a que produz maior frustração comprometendo todo seu relacionamento e produzindo profundo impacto em sua vida psicossocial.  

 

Muitas vezes os familiares descrevem o idoso com deficiência auditiva como confuso, desorientado, distraído, não comunicativo, zangado, etc. O aumento da pressão para ser bem sucedido na compreensão da mensagem gera ansiedade e cresce a probabilidade de falhar. A ansiedade leva a frustração e a frustração leva a falha; a falha por sua vez leva a raiva e finalmente a raiva leva ao afastamento da situação de comunicação. O resultado é o isolamento e a segregação.

 

Aparelhos auditivos atenuam depressão de idosas com perda auditiva

De acordo com o IBGE, o Brasil tem hoje 25 milhões de pessoas com mais de 60 anos e deve chegar a 58,4 milhões até 2060. O aumento da expectativa de vida no país ressalta a importância e de se pensar em prevenção e cuidados com a saúde – algo essencial para quem planeja ter qualidade de vida em tidas as fases da vida. Entre os problemas mais comuns para os idosos está a perda auditiva, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), acomete um terço da população acima de 65 anos e metade daqueles com mais de 75 anos.

 

Apesar de a perda auditiva ser uma consequência natural que a população idosa enfrenta, existem alguns fatores que podem contribuir para o agravamento do problema e dificultar o tratamento, é importante que o idoso procure ajuda assim que perceber que não está ouvindo bem, pois quanto antes for diagnosticado a deficiência auditiva, menores serão as consequências do problema. Quem protela o problema fica mais exposto a doenças secundárias, como a depressão, e se priva de manter uma convivência plena com as pessoas, o que seria facilmente resolvido através da reabilitação auditiva.

O apoio dos amigos e familiares é extremamente importante, pois motiva a procura por ajuda médica e o inicio do tratamento. “Graças ao avanço da medicina e da tecnologia, hoje é possível uma pessoa com mais de 60 anos ter uma qualidade de vida excelente. 

 

Como um Aparelho Auditivo funciona?

O som entra no aparelho auditivo através de uma pequena abertura e é captado pelo microfone. Existe um amplificador dentro do aparelho que torna o som mais alto. O som amplificado sai do aparelho auditivo através de um receptor e é direcionado para o canal auditivo. Uma pequena bateria descartável alimenta o funcionamento do aparelho auditivo. Dependendo do modelo do aparelho auditivo, o volume pode ser ajustado automaticamente pelo aparelho auditivo ou pelo usuário com um pequeno controle no aparelho.

 

O que um Aparelho Auditivo pode fazer?

- Deixar os sons mais fortes,

- Deixar a fala mais fácil de ser entendida na maioria das situações,

- Permitir você de participar mais plenamente das atividades diárias. 

O que os Aparelhos Auditivos não podem fazer?

- Restaurar a audição normal,

- Devolver a habilidade de ouvir a fala perfeitamente quando ruídos competitivos estão presentes,

- Permitir você ouvir somente o que você quer ouvir.

 

Tecnologia permite 100% de reabilitação

Para a maioria dos casos de perda auditiva é recomendado o uso de um aparelho auditivo. Atualmente, os modelos estão mais modernos, contam com mais recursos, e têm preços variáveis. Há modelos que permitem até mesmo ouvir música do celular.

Alguns aparelhos utilizam comunicação wireless, dispensando cabos.

 

A adaptação ao aparelho auditivo requer dedicação e paciência. Se uma pessoa tem perda auditiva há muito tempo, vai ter que se adaptar aos poucos ao aparelho. Isso acontece porque o cérebro sem estímulo sonoro precisa ir se reacostumando à habilidade de ouvir. Dessa maneira, ela pode estranhar qualquer tipo de ruído.

 

Melhorar a qualidade de vida desta parcela da população, que tende a crescer nos próximos anos, é de grande valia social. Assim, a realização de avaliações auditivas e os encaminhamentos para seleção e adaptação de prótese auditiva devem fazer parte da rotina dos profissionais das mais variadas áreas que trabalham com adultos e idosos. 

Quando bem estruturados nosso trabalho e feito com amor, podemos trazer benefícios biopsicossociais à vida dos idosos, resgatando-os novamente para o convívio social.

 

Daniele Janoni

Fonoaudióloga especialista em reabilitação vestibular e aparelhos auditivos 

Contato: 21 984422250

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