ISOLAMENTO SOCIAL NA TERCEIRA IDADE

March 14, 2017

ISOLAMENTO SOCIAL NA TERCEIRA IDADE

 

A maioria dos idosos atravessa o processo de envelhecimento com relativo sucesso, pensando no seu passado, em seus sucessos e fracassos, obtendo uma imagem realista de si mesmo. Por outro lado, o enfrentamento dessa fase do ciclo vital, em função de perdas no decorrer da vida, pode ser vivida de forma desadaptada, trazendo ao indivíduo um sentimento de baixa auto-estima, depressão e desespero, favorecendo um maior isolamento.

 

Quando falamos em perdas frequentes nessa faixa etária, estamos falando de saúde física, diminuição das capacidades, perdas sucessivas de vínculos afetivos, redução dos rendimentos, redução das amizades devido à aposentadoria, diminuição das responsabilidades, viuvez; morte dos amigos e familiares, isolamento social, conflitos familiares, sensação de inutilidade, falta de diálogo, medo, solidão e falta de objetivos.

É comum encontrarmos pessoas idosas sozinhas, mesmo quando rodeadas de parentes ou amigos. Com relatos de angústia, limitações, dores sem explicação e falta de atividades no seu dia a dia. Essas queixas se tornam mais intensas com a perda do cônjuge ou pessoas muito próximas.

 

A exclusão, seja ela social ou afetiva, é também responsável pelas alterações corporais nos idosos. Além de aumentar o risco de morte, pode contribuir para o desenvolvimento de doenças infecciosas e cardiovasculares; o aumento da pressão arterial e do hormônio do estresse (cortisol), e a deterioração do funcionamento cerebral.

 

A aposentadoria leva a sensação de inutilidade. Principalmente para os homens, deixar de trabalhar significa deixar de ser útil e capaz de comandar sua própria vida, o isolamento funciona como uma válvula de escape. Observamos também com certa frequência a indiferença familiar. Muitas vezes, não é o idoso que se isola, é a família que o deixa de lado.

 

O individuo idoso com o passar do tempo perde a posição de comando e decisão que estava acostumado a exercer. Os filhos geralmente passam a ter responsabilidade pelos pais, mas muitas vezes se esquecem de uma das mais importantes necessidades: a de serem ouvidos.

 

O ambiente familiar pode determinar as características e o comportamento do idoso. Na família onde se predomina uma atmosfera saudável e harmoniosa entre as pessoas, possibilita o crescimento de todos, incluindo o idoso, pois todos possuem funções, papeis lugares e posições e as diferenças de cada um são respeitadas e levadas em consideração.

 

Nas famílias onde existe o excesso de zelo, o idoso torna-se progressivamente dependente, sobrecarregando a própria família com tarefas executadas para o idoso, onde na maioria das vezes, ele mesmo poderia estar realizando. Esse processo gera um ciclo vicioso, tornando-o mais dependente.

Por outro lado, em família onde há desarmonia, falta de respeito e não conhecimento de limites, o relacionamento é carregado de frustrações, com indivíduos deprimidos e agressivos. Essas características promovem retrocesso na vida das pessoas.

 

O idoso torna-se isolado socialmente e com medo de cometer erros e ser punido.

É preciso que todos os que convivem com o idoso se sensibilize e perceba que “deixa-lo de lado” pode trazer consequências graves em função da sensação de abandono. São quadros clínicos diversos, motivados por solidão e tristeza.

 

A frustração sempre nos traz acanhamento, medo; enquanto a satisfação nos realiza e nos leva a querer mais. A melhora da autoestima nos devolve a vontade de viver.

O simples fato de um idoso passar a ajudar em pequenas coisas pode mudar completamente sua visão de mundo e contribuir para o seu bem estar. Tarefas como por a mesa para o café traz satisfações ligadas aos sentimentos de ser útil à família. A partir e um movimento simples e corriqueiro, como o de colaborar nos afazeres domésticos, uma pessoa recupera a motivação. O desejo de realizar tarefas pode gerar novas conexões nervosas proporcionando um grande bem estar.

Portanto, devemos ter o idoso como membro atuante dentro da sociedade, integrando-o a ambientes sociais. Respeitar suas vontades e desejos pode fazer com que ele se expresse de forma mais eficaz. No momento em que ele tiver liberdade para se expressar e puder realizar os seus desejos, poderá assumir uma nova postura, uma nova colocação dentro do convívio social e familiar.

 

Enfermeira Regina Brito

Gestão de Contratos - Nursing Home Care

 

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