CÂNCER DE BOCA

March 13, 2017

 O câncer de boca afeta lábios e o interior da cavidade oral. São tumores malignos que acometem gengivas, bochechas, palato duro (céu da boca), língua, assoalho (região embaixo da língua), amígdala e glândulas salivares.

Os principais sintomas são:

  • Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não cicatrizam por mais de 15 dias;

  • Um caroço ou inchaço na bochecha e pescoço, que você sente ao passar a língua ou a não;

  • Placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), bochechas;

  • Perda de sensibilidade na parte da boca;

  • Rouquidão persistente;

  • Dificuldade na fala;

  • Manchas brancas ou vermelhas na cavidade oral;

  • Dificuldade para mastigar ou para engolir;

  • Sensação de que há algo preso na garganta.

Existem diversos fatores de riscos, os mais conhecidos para este tipo de câncer são:

- Tabaco

- Etilismo

- Vírus HPV

- Radiação solar

- Higiene bucal deficiente e uma dieta pobre em proteínas, vitaminas e minerais e rica em gorduras.

 

Apesar de ter um diagnóstico muito fácil, vem crescendo principalmente nos homens acima dos 40 anos. Se diagnosticado no início e se for tratado de maneira adequada, pode ser curado na maioria dos casos.

 

A melhor maneira de reverter essa situação é com a informação e o autoexame de boca. Que consiste em observe sempre sua língua, embaixo da língua, gengivas, bochecha, palato (céu da boca) e tonsila ou amígdala. Sempre em lugar bem iluminado.

 

Como você pode se prevenir

• Deixe de fumar.

• Evite bebidas alcoólicas.

• Proteja-se dos raios do sol.

• Elimine fatores traumáticos na boca (prótese mal adaptada, dentes tortos, cáries, restos dentários).

• Alimente-se de maneira saudável.

• Execute o autoexame periodicamente.

• Procure um médico assim que encontrar qualquer alteração em sua boca.

 

As avaliações são feitas através de uma citologia esfoliativa, biópsia, radiografia e outros recursos. Entretanto, quanto mais precocemente for detectada a lesão, as chances de um resultado satisfatório aumentam.

Depois do diagnóstico, desenvolve-se um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia.

 

Em quase todos os casos, a terapia fonoaudiológica é imprescindível.

 

Avaliação fonoaudiológica

A avaliação pré-cirugica se faz necessária, pois alguns aspectos que caracterizam o

paciente, nos facilitará numa comparação no pós-cirúrgico, consequentemente no.

planejamento e no acompanhamento da evolução do indivíduo tratado por câncer bucal.

Já no pós- cirúrgico, o paciente que apresentar dificuldade para deglutir, cabe ao fonoaudiólogo criar manobras facilitadoras para a alimentação, pois só assim possibilitará ao paciente a aumentar suas chances de uma sobrevida.

 

Já a avaliação fonoarticulatória, vai depende da integridade das estruturas do sistema estomatognático (sucção, fala deglutição, mastigação e respiração). Pois as vezes, devido ao tratamento, essa essas estruturas se apresentam tão comprometidas, que deixamos para avaliar mais tarde.

 

A fonoaudiologia também engloba outras estruturas a serem observadas como:

- Região cervical e cintura escapular – edema e mobilidade cervical, de ombro e.

braços;

- Face – assimetria facial, edemas, paresias e paralisias;

- Boca e orofaringe – postura labial e continência salivar; aspecto, extensão, reconstrução, mobilidade, sensibilidade e extraoral, das estruturas remanescentes; reflexos de gag, palatal, deglutição e tosse;

- Respiração.

Fonoterapia

 

Para que se faça uma reabilitação adequada é necessário que se conheça as sequelas funcionais de cada paciente tenham ele sido tratado cirurgicamente e/ou com radioterapia. Quanto mais extensa for à cirurgia e mais estrutura envolver, pior será o prognóstico.

 

Geralmente a fonoterapia é direcionada para a adaptação da deglutição, tendo como objetivo a reintrodução da alimentação via oral e a retirada da sonda nasogástrica, já que o paciente permanece por algum tempo com uma alimentação mista (nasogástrica e via oral). O nutricionista trabalha junto ao fonoaudiólogo fazendo um acompanhamento de seu estado nutricional e a sua aceitação da dieta.

 

À medida que o paciente for evoluindo na fonoterapia, na aceitação da dieta e na sua condição clínica, a consistência da dieta é modificada, passará da alimentação mista para via oral, com quantidade suficiente para suporte e tempo de trânsito orofaríngeo com a duração próxima de uma refeição normal.

 

Mas só estabelecer o diagnóstico não é o fundamental, é preciso que o paciente coopere com o tratamento, pois caso contrário às oportunidades de cura diminui drasticamente.

 

Ana Mendes

Fonoaudióloga CRF nº3025 RJ

Contato.anamendes.br@gmail.com

Cel (21)999731439

www.cantinhodageriatria.com.br

 

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