DESAFIOS NA DOENÇA DE ALZHEIMER - Presente e Futuro

November 18, 2016

 Atualmente o diagnóstico da DA é feito somente a partir de sinais e sintomas do declínio cognitivo existente,  ou seja, quando diagnosticamos a doença já está estabelecida!
O diagnóstico ainda é centrado na presença da demência e o uso de exames complementares são ainda baseados numa neurohistopatologia subjacente.


Até os biomarcadores tão falados não dão nenhuma informação verdadeiramente importante, são conflitantes e por vezes, indeterminados. 
Sabemos que a progressão da DA segue uma linha temporal:  sintomas cognitivos/  perda das atividades de vida diária / problemas comportamentais/  cuidados de enfermagem / morte.
Essa é a história natutal da doença porém só conseguimos dar o diagnóstico diante dela prontamente estabelecida. 


Assim como no caso da tuberculose no início de 1900, sabíamos tudo sobre a doença menos como ela acontecia. Até finalmente se isolar o bacilo de Koch e encontrar a cura definitiva da doença.  
Desde 1907 sabemos que são os emaranhados neurofibrilares e as placas amiloides formadas e depositadas no cérebro a base da DA,  que são proteínas altamente tóxicas e que existe algo no cromossoma 21 ligado a DA.
Estudos atuais evidenciam que a DA antes dos 65 anos tem uma carga genética importante, chamada de doença familiar porém mais de 80% dos casos de DA  ocorrem de forma tardia, após os 65 anos, chamada doença esporádica. 
Isso significa que as bases da DA são múltiplas e sabemos muito pouco ainda para trilhar o caminho da cura.
Tudo indica que a demência de Alzheimer surge de 5 a 7 anos antes da doença propriamente dita com seus sinais e sintomas !!!


O futuro?
Chegar a um diagnóstico não baseado no declínio cognitivo, compreender a multidimensionalidade da doença, descobrir  quais gens estão verdadeiramente envolvidos e assim identificar os grupos de risco.
Um recente estudo Italiano com crianças e adolescentes  obesas e não obesas avaliou  o liquor de ambos os grupos para a proteína Abeta 42 (precursora das placas amiloides). O que se viu foi que na adolescência o grupo  obeso apresentava grande aumento na produção de ABeta 42, o que não ocorria com as crianças.


Será que diante de comodidades como diabetes e  obesidade desde a infância temos tendência a sofrer um processo neurodegenerativo que irá se evidenciar mais tarde?
Muitas perguntas... poucas respostas.. . Apenas uma certeza... Prevenção!! !
Alimentação saudável...
Atividade física.. .
Mente quieta...
Coração tranquilo...
Por Dra Roberta França 
Medicina Geriátrica 
www.cantinhodageriatria.com.br

Please reload

RECEITAS

APRENDENDO A JOGAR

November 6, 2019

1/10
Please reload

POSTS RECENTES

November 6, 2019

September 18, 2019

August 15, 2019

June 15, 2019

Please reload

Arquivo