Um abraço pro Flash Gordon

October 31, 2016

Sabe, as vezes dá vontade de sumir. As vezes dá vontade de chorar.

Mas outras vezes a gente ri do trágico, afinal, não há o que mudar, a vida é o que ela é.

Você pode andar por aí choramingando pelos cantos ou você pode encarar tudo isso como um desafio, fazer disso um aprendizado, das sentido à vida, ou melhor ainda, você pode rir com ela.

 

 

Aqui em casa criou-se uma rotina em função do meu pai, limpeza do quarto, dar lanche, tirar fralda, dar banho, colocar fralda, vestir, passar hidratante, são só algumas das tarefas, e como de costume, toda noite ele dá uma "pirada", estávamos no quarto e de repente ele vira pra mim e diz:

- Psiu! Ei, tem camisinha aí?

- Que isso pai, pra quê?

Deu apenas um sorriso maroto e respondeu:

- Ahh você sabe muito bem.

Comecei a rir dessa situação, então bem lembrei que dias atrás ele estava preocupado, dizia ter conhecido a vizinha de baixo (moramos numa casa) e que estava numa enrascada por não saber como pedir a mão dela para o pai. Bem, pelo visto ele já pediu a mão, casou e deve estar a caminho da lua de mel.

 

Voltei a rir.

Cinco minutos depois saí do quarto, antes de sair ele me diz:

- Manda um abraço pro Flash Gordon, não esqueça. Até logo!

E rimos.

 

Rodrigo Barionovo

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