O Estress Crônico e o Cérebro

July 29, 2016

 

O ESTRESSE CRÔNICO E O CÉREBRO

Quando pensamos na palavra estresse, imediatamente vem à cabeça: “pressão" ou "tensão" de algo que insiste em permanecer, apesar das tentativas de se livrar do que pode causar esta sensação.

 

Se buscarmos uma definição para o termo, podemos dizer que é um conjunto de reações fisiológicas necessárias para a adaptação a novas situações. E que muitas vezes nos move, ou mesmo impele, dependendo do contexto.

 

Na física, o estresse é entendido como toda força que, quando aplicada a um determinado objeto, provoca nele uma alteração. Na nossa vida, o estresse está associado a um acontecimento que provoca uma mudança rápida do corpo e do cérebro. Que permite uma resposta imediata e provoca reações no funcionamento do corpo, dando condições para agir ou reagir diante de uma situação assustadora ou perigosa.

 

O nosso organismo foi adaptado para reagir assim, lá nos primórdios dos tempos quando nossos antepassados tinham que enfrentar animais selvagens ou condições adversas na natureza. A espécie sobreviveu a estas adversidades graças ao cérebro que é capaz de encontrar respostas rápidas por meio de estruturas cerebrais, que provocam mudanças no corpo, e, que influenciam no comportamento. Essa capacidade de reagir ao estresse que permite a vida ser possível, senão só sobreviveríamos em condições estáveis e seguras. Nada semelhante a vida da maioria das pessoas. Então, o estresse também pode ser bom, porque pode ser desencadeado por estados emocionais positivos e por estar associado à sobrevivência.

 

Entretanto hoje, a sensação permanente de falta de tempo, de apoio, de saúde, de segurança, de dinheiro, de proteção...podem fazer com que o estresse se instale. Algumas destas situações podem ser intransponíveis, outras são possíveis de serem modificadas e este é o seu desafio! Porque o estresse crônico é um grande inimigo do bem-estar. Ele pode prejudicar a memória – comprometendo o desempenho cognitivo, a tomada de decisões, colocando em risco o corpo, o cérebro, o sistema imunológico, desencadeado doenças, como: diabetes, aterosclerose, doenças cardiovasculares... entre tantas outras que podem ser incluídas numa lista enorme, como mostram muitos estudos recentes.

Então é fundamental fazer o possível para impedir que o estresse crônico se torne algo constante na vida. Primeiramente identificando quais as causas do estresse e, depois, procurando maneiras de se proteger com atividades agradáveis, cultivando prazeres, se exercitando regularmente, dormindo o suficiente, cuidando dos relacionamentos e relaxando, quem sabe, meditando?

 

Christina Borges – Mestre em Psicóloga Clínica/Neurociências

Cérebro Ativo – https://www.facebook.com/cerebroativopsi/

 

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