AVALIAÇÃO DA PELE DO IDOSO - UMA AUTONOMIA DO ENFERMEIRO

January 31, 2016

 

Envelhecer é um processo natural, característico de qualquer ser humano, portanto, caso não ocorra nenhum imprevisto durante o percurso de nascer-desenvolver-envelhecer-morrer, todos tornar-se-ão velhos um dia. 
O envelhecimento preocupa a população em geral. Muitos temem atingir a velhice e, dessa forma, desencadeiam sentimentos e percepções ruins para esse período do ciclo da vida. 
Envelhecer é um desafio que afeta países ricos e pobres. Este grupo etário representa hoje 9,5% da população no Brasil, com o montante de 15,2 milhões de idosos. 
Esse crescimento leva concomitantemente ao aumento das doenças degenerativas e incapacitantes e faz crescer o entendimento coletivo e a necessidade imperiosa de cuidados para essa parcela da população. 
Os problemas que acometem a população idosa são inúmeros e por isso mesmo requerem um olhar diferenciado da equipe de saúde, que precisa estar atenta às variadas formas de visualizar os problemas apresentados e suas consequências. 
O aumento do número de pessoas idosas traz a necessidade de formação e capacitação específica para todos que atuam na formação dos profissionais dos serviços de saúde e sociais. 
Produzindo, como resultado, um profissional aprimorado e renovado, capaz de atender a toda essa população que envelhece. A capacitação dos profissionais atuantes é feita através de programas de treinamentos específicos para o cuidado ao idoso, produzindo como resultado, um profissionalismo mais atuante, personalizado, renovado e que aborde os aspectos éticos, técnicos e políticos, consolidando uma ética de qualidade, a busca de competência técnica e o compromisso político com resultados, efetividade e respeito aos cidadãos idosos. 
Os profissionais de saúde, principalmente o enfermeiro, que estão mais diretamente próximos da população, são aptos e estão se capacitando cada vez mais para oferecer uma assistência eficaz e individualizada, promovendo a saúde da população idosa.Avaliar a pele do idoso é de extrema competência do enfermeiro. 
Não é uma tarefa das mais fáceis. Várias questões sócio-econômicas-fisiológicas-sociais e psicológicas podem estar envolvidas.A real incapacidade de retirar a roupa do idoso na hora da anamnese, seja pelo pudor ou pela estrutura de muitas unidades de saúde ou ambiente domiciliar que não permitem a privacidade necessária podem ser fatores impeditivos para a realização de uma boa avaliação. 
Dentre outros, a pele é o órgão do corpo humano no que mais evidencia a velhice. O processo de envelhecimento apresenta uma série de mudanças. Torna-se seca, por diminuição das glândulas sebáceas, e espessada, com as papilas dérmicas menos profundas, levando a menor junção entre a epiderme e a derme, o que facilita a formação de bolhas e predispõe a lesões. A pele do idoso é mais frágil, fina e inelástica, podendo favorecer a queixa de prurido e a formação de hematomas e lesões de continuidade. Pode romper-se com maior facilidade quando o indivíduo encontra-se debilitado. 
Idosos em situações de imobilidade são os que mais sofrem com o desenvolvimento de úlceras por pressão. Pela vulnerabilidade desse órgão, se faz necessária a constante observação de áreas com proeminências ósseas e com pouco tecido adiposo subcutâneo. 
Com o envelhecimento o colágeno diminui 1% ao ano, e as fibras colágenas remanescentes tornam-se desorganizadas, compactas e granulosas, modificando a cicatrização da pele do idoso. Após os 70 anos, o colágeno torna-se mais rígido e menos elástico. Com a idade avançada, os problemas relacionados com a pele se intensificam. 
Em face dessas alterações, as propriedades mecânicas cutâneas são modificadas, gerando a perda progressiva da elasticidade e aumento do tempo necessário para a pele retornar à sua espessura prévia após traumas. 
Os pacientes idosos e principalmente os acamados devem ser avaliados no momento da admissão tanto nas unidades de internação quanto nas de reabilitação, nos lares de longa permanência e nos programas de visita domiciliar. 
Durante o processo de envelhecimento, se faz necessário maior concentração possível de massa muscular para que se possa retardar a perda inexorável decorrente dela mesma, e, assim, promover menor impacto sobre qualidade de vida dos idosos. 
Assim sendo, é fundamental prevenir o problema.


FONTES CONSULTADAS:
• REIS AAQ. Um novo olhar para a velhice. Revista Portal de Divulgação 2011;1.Disponível em URL: http://www.portaldoenvelhecimento.org.br
• SANTOS NC, Meneghin P. Concepção dos alunos de graduação em enfermagem sobre o envelhecimento. Ver Esc Enferm USP 2006: 40 ( 2 ): 151 -9
• Úlceras e Feridas: As Feridas têm alma: Uma Abordagem Interdisciplinar do Plano de Cuidados e da Reconstrução Estética. Mara Blanck, Tereza Giannini Rio de Janeiro: DiLivros.,2014.864p.


Nursing Care. 

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