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  • Elisabete Saman

QUEM AMA PROTEGE OU QUEM PROTEGE AMA?


Gostaria de iniciar este artigo falando sobre proteção e amor. O que essas duas palavras têm em comum? Quem ama protege ou quem protege ama?

A idade não nos protege contra o amor, mas o amor, até certo ponto, protege-nos contra a idade e seus efeitos. Os filhos, muitas vezes em função das inúmeras atividades e das obrigações do dia a dia, não conseguem retribuir na medida, o amor e carinho que seus pais, hoje já em uma idade avançada, lhes deram durante toda uma vida.

Um outro cenário é que muitos filhos não conseguem lidar com a fragilidade que o tempo impõem aos seus pais, antes fortes e “empoderados” que decidiam sobre suas vidas e hoje frágeis e precisando de carinho, muito mais do que o conforto material. Enquanto filhos, é difícil observar um caminhar lento, inseguro, displicente que um dia já se manteve firme, determinado e capaz de enfrentar o mundo. Seu herói.

Um dos pilares que promovem a qualidade de vida do idoso, é se sentir incluído e participante na vida família. É ter laços fortes com os filhos e familiares, é poder revisitar momentos emocionantes com a chegada dos netos, daí a importância de os filhos enxergarem que existem diversas formas de demonstrar amor e carinho.

Vale refletir sobre sua posição de filho diante dos seus pais e se perguntar: Eu tenho exercitado a minha paciência para ouvir dos meus pais as mesmas histórias repetidas vezes e ainda comentar como se fosse a primeira vez que estivesse ouvindo?

Tenho incluído meus pais, na medida do possível e do que sua saúde permite, em atividades familiares como: passeios de carro, viagens, churrascos, festas de aniversário, festas natalinas, igreja, etc?

Será que consigo perceber que meu pai talvez tenha voltado a ser um pouco criança e reclama de tudo assim como eu reclamava? E assim como ele foi tolerante comigo não devo lhe dar o mesmo direito?

Já me ofereci para ler para os meus pais? Eles adoram leitura, historias, principalmente quando juntamos irmãos e fazemos juntos aquela farra! É uma oportunidade de revisitar bons momentos em família e fortalecer os vínculos entre os membros da família!

Tenho dado a oportunidade de meus pais conviverem mais com seus netos? Tenho respeitado a rotina dos meus pais, sabendo que o envelhecer traz uma certa rigidez em seus hábitos?

Tenho incentivado meus pais a se socializarem, a fazerem um curso de artesanato, a trabalhar a mente e o corpo? Lembre-se que o contato com outras pessoas os ajudarão a passar o tempo mais rápido e com alegria.

Tenho abraçado meus pais e expressado através do sorriso o quanto os amo? São pequenas atitudes, mas que os farão se sentirem seguros do quanto os ama.

Por fim, é importante saber que o pior abandono é o afetivo e emocional, então vamos saber que respeitar, amar e não abandonar os pais é respeitar o próprio futuro.


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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