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  • Christina Borges

A APOSENTADORIA CHEGOU!  E AGORA?


A APOSENTADORIA CHEGOU! E AGORA?

Quando eu era pequena, saber que alguém estava se aposentando era sinômino de velhice e pouco tempo pra aproveitar, porque as pessoas viviam menos. Hoje como a expectativa de vida do brasileiro aumentou e o cuidado com a saúde também, a aposentadoria pode ter outro significado que não seja "fim de linha". Assim vemos cada vez mais pessoas chegando nessa fase da vida - muito bem, obrigado! E se chegar a esse novo ciclo significa "missão cumprida" ou "já dei a minha contribuição" e calçar os chinelos e ficar com o controle remoto na mão, isso não vai dar certo! Até porque essa nova fase poder significar muitos anos pela frente. E o importante é que eles sejam bons anos! Anos com saúde, alegria pela vida, desejo para realizar novos projetos, mais tempo para si, convivência mais próxima das pessoas que se ama e, por que não, novos desafios! Muitos não se preparam para a aposentadoria, só sonham em alcançá-la (e vamos combinar, que no nosso país muitas vezes é uma saga - mas este não é o objetivo de nossa reflexão). E quando chega o que fazer? Para os homens - que estão se aposentando atualmente - e que se vêm como o provedor da família, ficar sem o trabalho pode significar perder as referências, o "poder", a potência, a capacidade de se sentir inserido numa atividade. Para as mulheres - que têm, na maioria das vezes, a característica de cuidar, pode significar se dedicar ao outro: filhos, netos, pais...mas nem sempre incluem a si mesmas nessa lista! Ou ainda, se ocupam mais das tarefas domésticas que naturalmente ocupam todo o tempo - e se não ficarem atentas - é um trabalho que pouco aparece! Por isso deve ser um momento de rever - a quem e ao quê - querem se dedicar. E quando a mulher - que já cuidava do lar e tinha ali o seu reduto - e o marido se aposenta? Aí ele parece um "intruso" que atrapalha a rotina doméstica, fica "zanzando" pela casa procurando encontrar o seu lugar de quem esteve "ausente" anos a fio - saindo cedo e voltando tarde para oferecer o melhor para a família. Este momento merece ser pensado e, ambos, devem buscar refletir sobre a nova dinâmica familiar. Na maioria das vezes, é o momento em que o casal - se teve filhos - volta a ficar sozinho. Isto traz uma adaptação porque, com certeza são diferentes daquelas pessoas de anos atrás! E deve ser o momento de redefinir os planos, projetos individuais e do casal, coisas que se quer realizar, aprender, ensinar até! Porque vivência, sabedoria e conhecimento acumulado - não deve faltar! Então, nada de colocar o chinelo, vestir o pijama - ou a camisola - e se jogar no sofá com o controle remoto na mão! Isso é bom em alguns dias, mas não em todos! Alguns estudos sobre envelhecimento e aposentadoria fazem a correlação com depressão. Isso porque a ociosidade, a falta de projetos, desânimo e tristeza surgem se não houver um propósito de se sentir útil. Definitivamente aposentadoria não deve ser o momento de "pendurar as chuteiras"!

A não ser que você queira fazer uma nova partida, com outros companheiros de vida, com novas regras de um jogo desconhecido que sempre teve vontade de se lançar, mas que as obrigações do dia-a-dia não permitiram. Agora é hora de revisitar os sonhos e viver! Boa nova fase! Se permita ousar e ser feliz!

CHRISTINA BORGES

Psicóloga/ Mestre em Psicologia Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https: //www.facebook.com/cerebroativopsi (21) 98581.2121

www.cantinhodageriatria.com.br

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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