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LUTO AO RECEBER O DIAGNÓSTICO


LUTO AO RECEBER O DIAGNÓSTICO

Sempre que se percebe que algo não está bem, e você não consegue resolver sozinho, é natural e muito importante procurar ou pedir ajuda, SEMPRE! Quando o problema está associado à saúde é fundamental procurar um profissional para identificar o que está acontecendo. O caminho, muitas vezes, são os exames que auxiliam no diagnóstico, quando o exame clínico não é suficiente.

Esse processo algumas vezes é longo, o que pode trazer apreensão ou angústia. Mas o desejo de encontrar o diagnóstico correto é maior, justamente, para saber quais serão os próximos passos, não é assim?

Os desconfortos ou sintomas podem aumentar ao longo desse percurso na busca de entender o que está acontecendo. Quando a queixa está associada à memória - como falhas que podem ser lentas e prejuízos que vão se agravando gradativamente - a impressão é que "os sintomas" são naturais do próprio envelhecimento.

Muitas vezes, SIM! Daí vem um alivio muito grande!

Mas quando terminam os exames e o retorno ao consultório significa ter o diagnóstico de uma doença, parece que o chão some!! Especialmente quando se descobre que as falhas de memória estão atreladas ao diagnóstico de demência.

Aí sim, no primeiro momento é um baque para a família - que normalmente é quem recebe o diagnóstico. Foi isso que percebi ao atender, no consultório, uma senhora que teve a confirmação do diagnóstico de demência para o marido, numa consulta com a geriatra que o acompanha.

Nestes momentos surgem incertezas, questionamentos, a vontade de que os exames ou que o médico tenha errado. E aí, a pessoa se depara com o luto.

Sim precisamos falar do LUTO. Por mais dolorido ou sofrido que seja. É preciso - depois que passa o choque do diagnóstico - reunir forças, reunir a família, e, seguir.

Eu sei que, muitas vezes, é preciso um tempo pra elaborar esse luto.

Porque não é só quando perdemos um ente querido, um amigo, um animal de estimação, que esteve presente durante anos na vida, que se vive o luto.

Luto significa lidar com a perda - que pode ser física ou emocional.

E o processo de luto tem várias fases:

NEGAÇÃO e ISOLAMENTO (que são mecanismos de defesa, temporários para lidar com a dor), RAIVA (pelo o que está acontecendo e também surge o sentimento de revolta e ressentimento),

BARGANHA (uma forma de tentar fazer algum tipo de "acordo" - promessas, pactos, novenas - na tentativa desesperada de mudar o que se está vivendo.

Veja, não estou dizendo que a fé não seja importante, é fundamental!),

DEPRESSÃO (sofrimento profundo, tristeza, desolamento, desesperança e medo são comuns nessa fase) e enfim surge apesar da "dor", a ACEITAÇÃO (as emoções não estão mais a "flor da pele" e assim é menos difícil enfrentar a situação com clareza das possibilidades e limitações).

Todas essas fases são importantes de serem vividas e superadas - não que seja simples mas porque faz parte de um processo e, infelizmente, não existe outra alternativa - para que se possa seguir adiante e encontrar caminhos para lidar com a dor emocional e se fortalecer.

E tenha certeza, não é fácil pra ninguém! Mas podemos superar. Ainda mais quando a pessoa se dispõe a buscar e aceitar ajuda! Não estar sozinho, num momento, desses é muito menos sofrido. Compartilhar os sentimentos, as dúvidas, os questionamentos, o medo, as emoções...traz alívio. Por isso converse com os profissionais que podem auxiliar neste momento do diagnóstico, para poder ter clareza do que das possibilidades de tratamento, como conduzir a vida e quais escolhas e estratégias são melhores, em cada uma das fases do luto e da doença.

Tudo fica mais leve quando tem alguém junto pra dividir - seja uma sacola pesada, um bebê que se leva no colo, uma dívida pra pagar, ou mesmo uma doença pra enfrentar. Sei que são coisas diferentes. Mas é só uma analogia para você pensar que quando se pode contar com alguém, seja um amigo, um familiar ou um profissional, tudo fica mais fácil.

E aqui, no espaço do Cantinho, tem muitos profissionais capacitados e experientes nas questões do envelhecimento que podem auxiliar. Conte com a gente!

Por CHRISTINA BORGES

Psicóloga/ Mestre em Psicologia Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https: //www.facebook.com/cerebroativopsi (21) 98581.2121

www.cantinhodageriatria.com.br

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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