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  • Daniele Janoni

SURDEZ E DEPRESSÃO PODEM CAUSAR ISOLAMENTO E PROBLEMAS DE AUTO-ESTIMA


Problemas mais comuns na terceira idade, a surdez e a depressão podem causar o isolamento e problemas sérios na auto-estima.

A história humana mostra conflitos no processo de compreensão do fenômeno da surdez, que já foi considerada como maldição, loucura, aberração, ou mais atualmente, como patologia congênita ou adquirida. Após anos de estudos, classificou-se surdez como a incapacidade do cérebro processar e decodificar, parcial ou totalmente, os estímulos sonoros enviados por meio de nervo auditivo do ouvido, devido à falha de mecanismo de transmissão desses estímulos. Porém, com as tecnologias disponíveis e estudos recentes, é possível o surdo ter uma vida praticamente normal.

Doenças, muitas consideradas comuns, podem trazer sérios problemas auditivos se não cuidadas de forma correta. Entre elas estão o diabetes, a meningite, o sarampo, a caxumba e a rubéola materna. Outra questão que pode fazer com que a audição piore é a exposição de barulho muito alto. Em setores industriais e no trânsito de veículos nas vias das grandes cidades, o ruído pode ultrapassar os 100 decibéis, ocasionando prejuízo à audição e à saúde de um modo geral.

Podemos dizer, a causa mais comum da perda auditiva é o envelhecimento natural.

“A surdez é um dos problemas mais frequentes em idosos. Quem nunca presenciou as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos para ouvir? Conhecida como presbiacusia, a deficiência auditiva nesses casos acontece devido ao desgaste provocado pelo envelhecimento das células auditivas, assim como em qualquer outra parte do corpo”.

Quando não tratada a tempo, a perda auditiva, principalmente em idosos, pode causar sérias consequências, como a depressão e a exclusão social. Para evitar esse problema, os familiares devem ficar atentos a alguns sinais, como a dificuldade no entendimento da fala, alterações psicológicas, como depressão, frustação, embaraço, raiva e medo, que podem ser causadas pela incapacidade de comunicação, e até problemas simples como atravessar a rua e não ouvir a buzina.

A família tem um papel de extrema importância no tratamento da surdez e da depressão, sabemos que ela é uma experiência solitária para quem sente, e para lidar com o paciente da melhor forma possível, é preciso que as pessoas mais próximas a ela aprendam a “trabalhar” de forma correta, e a primeira coisa a se fazer é procurar um médico especialista (otorrinolaringologista), juntamente com a Fonoaudióloga para que possam indicar o melhor tratamento para cada caso.

A limitação em que a pessoa sente para fazer o que gosta em coisas simples, como assistir TV, ir ao cinema e participar de reuniões familiares, por exemplo, ou a sensação de inutilidade perante a família são as principais causas da depressão e do isolamento por meio da surdez. Por isso a ajuda dos profissionais é tão importante. Muitas vezes pode ser preciso um trabalho multidisciplinar envolvendo otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e psicólogo para auxiliar o paciente.

Já existem, hoje em dia, soluções para quase todas as formas de surdez, que variam desde aparelhos auditivos, próteses implantáveis e até implantes cocleares. É preciso lembrar que o uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o paciente resgaste sua autoestima e qualidade de vida, mas somente o profissional especializado poderá fazer a indicação do melhor aparelho, de acordo com exames e demais testes que forem necessários ser feitos no paciente.

BENEFÍCIOS DOS APARELHOS AUDITIVOS

MAIOR LONGEVIDADE - Estudo publicado pela Oxford Journals desenvolvido por uma equipe de investigadores da Islândia mostrou que idosos com perda auditiva têm uma taxa de mortalidade mais elevada do que aqueles que usam aparelhos auditivos.

AFASTAR DOENÇAS COMO ALZHEIMER – A cada 10 decibéis perdidos de audição, o risco de demência cresce 27%. É que, segundo uma pesquisa a Faculdade de Medicina Johns Hopklins, dos Estados Unidos, pessoas idosas com problemas de surdez têm mais chances de desenvolver demência.

MELHORAR SUA QUALIDADE DE VIDA – Estudos mostram que o uso de aparelhos auditivos melhora a qualidade de vida social de pessoas com deficiência auditiva, mesmo que seja difícil admitir essa deficiência.

MELHORAR A INTEGRAÇÃO FAMILIAR – Muitas pessoas com deficiência auditiva costumam se afastar das relações sociais já que não conseguem interagir. O uso dos aparelhos auditivos resgata o convívio familiar e as atividades em grupo. Até mesmo uma conversa por telefone, algo que pode ser praticamente impossível para quem ouve mal, se torna mais fácil com a alta tecnologia dos aparelhos.

Fga. Daniele Janoni

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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