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  • Enfermeira Regina Brito

Percebendo a importância da manutenção da autonomia para uma boa qualidade de vida da população idos


A autonomia é compreendida como o poder de tomar decisões em relação a si mesmo e assumir o domínio da própria vida. A família possui um papel fundamental neste processo, visto que, por um lado contribui para a conquista de autonomia dos jovens; por outro lado pode restringir a autonomia daqueles familiares com idade avançada.

Sendo assim, algumas famílias e instituições limitam, muitas vezes, indevidamente a participação dos idosos na tomada de decisões relacionadas a questões que envolvem diretamente suas vidas.

Precisamos desconstruir alguns mitos mais conhecidos ao atendimento ao idoso. Cito alguns eles:

  1. O idoso não é uma criança. Estamos tratando com uma pessoa adulta, com uma história de vida, identidade, medos e sonhos.

  2. Envelhecimento não é renúncia de sexualidade. A busca pelo prazer nos acompanha até o último minuto de nossas vidas.

  3. Envelhecimento não é sinônimo de adoecimento. Um indivíduo saudável é aquele que aprende a cuidar da sua saúde, podendo sim envelhecer de forma saudável.

  4. Não fomos ensinados a gostar de envelhecer, então porque seria fácil aceitar as limitações, mudanças de hábitos, restrições alimentares e uso de medicações?

  5. Quem disse que idoso só gosta de baile da melhor idade como forma de diversão? Muitos idosos praticam esportes, gostam de caminhadas e passeios.

  6. Porque só ouvimos os outros falarem sobre o estado de saúde do IDOSO? É necessário valorizar a fala do idoso, como estratégia de valorização de sua autoestima e autonomia.

É necessário levar em consideração os aspectos socioculturais de cada indivíduo atendido, pois afetarão de forma determinante seus processos de envelhecimento e de visão de mundo.

Se faz necessário no atendimento ao idoso, investir nas atividades de valorização de auto estima e beleza; Criar formas de fortalecer o vínculo entre os idosos e seus familiares; proporcionar atividades prazerosas e saudáveis; Envolver os idosos como apoiadores nas ações e acompanhas de Educação em Saúde, pois são reconhecidos como autoridades e formadores de opinião.

As ações voltadas ao público idoso devem estar voltadas á promoção da saúde, preservando a sua autonomia e não somente o controle de suas doenças.

Diante do exposto, compreende-se que independente do tipo de arranjo domiciliar no qual o idoso encontra-se inserido, seja morando sozinho ou com seus familiares, sempre é possível encontrar estratégias para lidar com dificuldades encontradas no dia-a-dia.

Estas devem estar pautadas no respeito mútuo e na afetividade, capazes de sustentar uma relação familiar agradável e acolhedora à pessoa que envelhece, garantindo sua segurança e bem-estar, preservando sua autonomia e independência.

Enfermeira Regina Brito – Nursing Home Care

#ReginaBrito #Nursingcare

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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