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  • Camila de Assis

A FISIOTERAPIA NO PÓS CIRURGICO DE QUADRIL


No Brasil, de acordo com o IBGE, temos uma população de 20 milhões de idosos. Não é incomum, eles apresentarem diminuição da acuidade visual e auditiva, diminuição do equilíbrio, dos reflexos, da massa muscular e da massa óssea. Todos esses elementos podem causar Quedas que adicionados aos fatores do meio externo (calçados inadequados, pisos escorregadios, ambientes escuros, ambientes barulhentos, camas muito altas ou muito baixas...) Trazem dados estatísticos de que 30% dessa população tem pelo menos uma queda em algum momento da sua vida.

Uma queda em um paciente idoso é tão séria que pode levá-lo a óbito devido as suas complicações. Uma referência clássica a isso são as fraturas proximais de fêmur, onde existe a necessidade de hospitalização, cirurgia, colocação de prótese. Nesse período em que o paciente está no hospital, fica exposto a bactérias oportunista que vivem no meio hospitalar podendo provocar uma pneumonia, infecção urinária, fora as próprias deficiências prévias que podem agravar a situação.

A Fisioterapia nos casos de cirurgia no quadril deve ter início assim que houver a liberação médica, que normalmente ocorre logo no primeiro dia após a cirurgia. O ideal é que o paciente seja assistido por um fisioterapeuta desde o hospital para garantir que o paciente seja instruído da melhor maneira a realização dos movimentos para não haver muita perda de massa muscular, problemas na luxação da prótese e promover o treino da marcha com muletas ou andador.

A partir do momento que o paciente recebe alta, o tratamento fisioterapêutico deve ter continuação a domicílio. Estudos demonstram que o ganho de massa muscular na área dos quadris demora em torno de 6 meses, período em que a Fisioterapia deve atuar ininterruptamente. Durante esses meses, gradativamente os exercícios musculares irão se intensificar e se diversificar promovendo um ganho de massa e força.

Paciente Lúcidos, Orientados, que mantinham suas atividades de vida diária, tendem a caminhar sem auxílio de muletas após 6 semanas de cirurgia. A transição das etapas da marcha, assim como a recuperação muscular, do equilíbrio e da força dependem muito da cognição e de como esse paciente deambulava antes da cirurgia. Alterações na marcha previamente a queda não presumem um bom prognóstico de tempo de tratamento.

A Importância da Fisioterapia é PREVENIR as quedas, mas caso ocorra, ela é responsável por REABILITAR no Pós Cirúrgico garantindo que esse paciente tenha recursos para realizar as atividades rotineiras. Assim, ele sente-se mais seguro, confiante e capaz tornando o dia a dia mais fácil, tranquilo e prazeroso mesmo tendo muitas décadas de vida na bagagem.

Camila de Assis

Fisioterapeuta

Contato: 21 99506 0646

Camilaagoncalves@hotmail.com

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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