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CUIDADOR: Como Evitar a Depressão?


CUIDADOR: como evitar a depressão?

Quando se fala em depressão no envelhecimento, o foco sempre é o idoso. Mas a pessoa que convive e cuida do idoso, com limitações físicas ou em decorrência de uma doença neurodegenerativa como as demências ou Parkinson que são as mais frequentes, também sofre uma sobrecarga e, muitas vezes, pode apresentar sinais e sintomas de depressão.

O cuidado que o idoso necessita, a medida que o envelhecimento avança trazendo limitações, faz com que o familiar assuma novas funções e papéis, que nem sempre está preparado ou disposto a desempenhar. Porque, na verdade, não nos preparamos para cuidar dos nossos pais ou avós. Eles é que sempre cuidaram!

Na vida corrida dos dias de hoje e com do acúmulo das tarefas rotineiras, assumir o cuidado - com os mais velhos – sem redimensionar a jornada diária, faz com que haja uma sobrecarga que impacta psicologicamente o familiar ou mesmo no cuidador formal.

No nosso trabalho diário com idosos e famílias e nos estudos que investigam o cuidado prolongado associado a deterioração progressiva do idoso dependente, identificamos que no cuidador pode demonstrar:

  • Sensibilidade excessiva, fragilidade e insegurança que se apresenta como uma vulnerabilidade, além dos desgastes - físicos, psicológicos e/ou sociais - estresse, ansiedade e a depressão.

Além destas mudanças no comportamento, a pessoa que assume o lugar de cuidador tende a alterar a sua rotina deixando de lado:

  • A profissão - como acontece com os filhos ou cônjuge - as atividades de lazer e o autocuidado, adiando aspectos ligados a saúde e tratamentos, necessários para que o cuidador se mantenha saudável, e, com condições de continuar exercendo esse trabalho.

Inúmeras vezes priorizar as necessidades do idoso sem pensar no seu bem-estar pode levar a prejuízos:

  • Na qualidade de vida e, consequentemente, no cuidado prestado ao idoso.

O fundamental é observar quando as demandas do cuidado excede os recursos psicológicos do cuidador – seja ele formal ou familiar – levando a um grande desgaste emocional.

O QUE FAZER?

Principalmente reconhecer que precisa de ajuda, que é pesado dar conta sozinho de muitas tarefas, e, buscar fortalecimento da rede de apoio – que pode ser uma conversa com uma amiga(o), um parente, um profissional ou os grupos de apoio, como a ABRAz e outras - que auxiliam a atividade de cuidado através da troca de experiências.

Então entenda que você não precisa ser a “mulher maravilha” ou o “super homem”!

Que é de carne e osso, com erros e acertos, qualidades e defeitos. Portanto compartilhe suas angústias, raivas, medos, inseguranças, tristezas e procure ajuda, porque assim você vai se sentir:

  • Menos só, vai melhorar as habilidades de enfrentamento, adquirir compreensão mais clara sobre o que esperar do desenrolar da doença daquela pessoa que você cuida e, com isso, ganhar a sensação de poder e controle da situação.

Fique atenta(o) e cuide de você! Assim a chance de reduzir o sofrimento, a ansiedade e a probabilidade de desenvolver depressão, será infinitamente menor!

Por Christina Borges

Psicóloga/ Mestre em Psicologia Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https: //www.facebook.com/cerebroativopsi (21) 98581.2121

www.cantinhodageriatria.com.br

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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