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“O ISOLAMENTO SOCIAL AFETA A SAÚDE E O BEM-ESTAR DOS IDOSOS “


“O ISOLAMENTO SOCIAL AFETA A SAÚDE E O BEM-ESTAR DOS IDOSOS “

Muitas vezes acompanhado de solidão prolongada, o isolamento social tem sido associado a uma série de doenças mentais, físicas, entre outros fatores, tais como demência, doença de Alzheimer, depressão e os aumentos nas taxas de transtornos de personalidade. O isolamento também pode levar a um aumento da vulnerabilidade ao abuso contra idosos. Outro fator importante que devemos levar em consideração é a perda de alguns órgãos dos nossos sentidos como: Audição e a Visão.

Nós temos três pilares de extrema importância para convívio social: Visão, Audição e a Propriocepção.

Quaisquer déficits em um deles faz com que o idoso tenha tendência ao isolamento por não conseguir participar do mundo em que vive. Perde-se a vontade de ouvir o “som”, perde-se a vontade de ouvir a “vida”.

Os idosos cronicamente isolados podem tornar-se facilmente depressivos e solitários. “Quando as pessoas estão deprimidas têm muito menos energia, menos interesse em manter relacionamentos com outras pessoas. Portanto, há uma tendência real para as pessoas deprimidas se isolarem. Muitas vezes, elas se afastam de familiares, tornam-se irritadas e negativas, de modo que se afastam naturalmente das pessoas”.

Falando em um dos pilares, Audição tem grande importância para o ser humano se considerarmos o convívio social com o desenvolvimento e uso da fala e da linguagem. A audição funciona mesmo como estamos dormindo, atuando como alerta em tempo integral.

Existem diversas situações do dia-a-dia que podemos avaliar, por exemplo:

> Quando escutamos uma buzina

> Uma sirene de polícia

> Um latido de cachorro

> Uma explosão.

Sons como esses, nos fazem lembrar uma situação de perigo, colocando o nosso corpo em alerta. Em uma situação contrária, o prazer auditivo pode estar presente em uma música, no canto dos pássaros, no som de uma cachoeira, que nos fazem relaxar.

Entretanto, todo esse complexo sistema só é lembrado de sua importância, quando existe alguma falha parcial ou total em seu funcionamento.

Sabemos que o envelhecimento é um fato previsível, uma etapa da vida que só é alcançada por quem vive.

Envelhecimento bem sucedido é possível e depende do investimento pessoal feito ao longo da vida. Idosos portadores de doenças crônicas, quando controladas e prevenidas as sequelas e complicações podem comandar sua vida, definirem projetos, estabelecer metas. Julgam-se indivíduos portadores de boa saúde, não por terem ausência de doenças, mas por serem capazes de decisão, comando e realizações por seus próprios meios.

Apesar de tantas mudanças em sua vida, muitas vezes consideradas como perdas: saúde, trabalho, perdas de parentes e amigos, relações sociais reduzidas, a grande maioria dos idosos mantém a palavra, mesmo quando não tem com quem falar, falam sozinhos. Graças à linguagem podem guardar, compartilhar experiências, interagir com outros.

É a linguagem seu principal instrumento para viver socialmente, participar do seu meio familiar e de sua comunidade.

Comunicar é partilhar com alguém um conteúdo de informações, pensamentos, ideias, desejos e aspirações com quem têm algo em comum. Pela linguagem falada o ser humano participa da sociedade.

Entretanto, no contato com fatores como; ruídos intensos, sons fortes, dificuldade em perceber sons agudos, usos de medicamentos, doenças, queixas de zumbidos e a exposição ao estresse, levam a redução da audição e este idoso pode se apresentar com dificuldades na compreensão.

Frustrado pela dificuldade em compreender o que seus amigos e familiares lhes dizem, o idoso pode se afastar das situações de comunicação para não enfrentar embaraços, pela falta de compreensão e possíveis respostas inadequadas.

A comunicação é essencial para o ser humano, possibilita o indivíduo desenvolver e manter o senso de identidade, pois transmite e recebe informações que ajudam no auto cuidado. Tem um papel terapêutico, principalmente para o idoso, auxiliando na diminuição da ansiedade e depressão. Também auxilia na compreensão e atuação sobre o meio físico e social e tem ainda papel importante no entretenimento e lazer.

Vivendo em sociedade, o homem necessita da comunicação e quando aspectos importantes do desenvolvimento desse processo apresentam-se alterados, dificultando a sua interação social, a pessoa se apresenta fragilizada, insegura, isolada, dependente e “doente”.

A sociabilidade constitui o ser humano do início ao fim de sua vida. Relacionar-se com outras pessoas é uma necessidade constante para o bem-estar psíquico e também físico. A solidão adoece. O encontro enriquece. A vida em grupo possibilita crescimento, aponta oportunidades, consola nos momentos difíceis.

Daniele Janoni

Fonoaudióloga especialista em reabilitação vestibular e aparelhos auditivos

Contato: 21 984422250

www.cantinhodageriatria.com.br

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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