Buscar
  • Camila de Assis

A Fisioterapia no paciente Estressado


A Fisioterapia no paciente Estressado

Taquicardia? Crises de Ansiedade? Hipertensão? Gastrite Nervosa? Noites mal dormidas? Insônia? Enxaqueca tensional? Lombalgia? Cervicalgia? Dores pelo corpo? Torsicolo? Fibromialgia? Todos já ouviram falar em algum desses diagnósticos ou já passaram por esses problemas. Muitas vezes a causa é de ordem genética, outras por fatores do meio, certas vezes por maus hábitos, mas na maioria das vezes é causado pelo Estresse. Sim, estresse! Parece palavra da moda, mas não é. O estresse ficou muito famoso nas últimas décadas devido ao aparecimento de tantos casos, mas vem sendo aplicado na linguagem médica desde os anos 30.

O atendimento de adultos tem um grande percentual de: discopatias, bursites, tendinites, dores na coluna, ombros, distúrbios na ATM, enxaquecas tensionais e muitos outros. Infelizmente, a grande maioria desses só buscam o auxílio médico e fisioterapêutico quando a dor já é incapacitante. Explicam que nunca deram a devida atenção ao problema devido ao corre corre diário, a falta de oportunidade de se cuidar, achar que é só uma "dorzinha", a falta de tempo, as dificuldades financeiras, "o meu pai sempre teve isso", tomava analgésicos e a dor passava, são muitas as respostas dadas pelos pacientes quando perguntados porque esperaram tanto tempo para buscar ajuda. Dessa forma, torna o processo de reabilitação mais longo, complexo e doloroso, pois, o corpo já fez às compensações necessárias para tentar "reduzir a dor" que diversas vezes está enraizado verdadeiramente na "alma".

A somatização, é um dos problema que o estresse traz em muitos casos. Somatizar é transferir problemas mal resolvidos na mente, para o corpo através de sintomas físicos. Assim, inúmeras vezes, o paciente chega com um quadro álgico agudo, incapacitante, dores irradiadas, parestesias, porém, ao analisar o exame de imagem, os sintoma não são compatíveis com o relato. Claramente, ao exame clínico observa-se que o paciente tem os sintomas relatados, entretanto, os exames complementares não são fidedignos ao caso. Logo, ele apresenta sim uma dor aguda, que na maioria das vezes se resolve apenas com o reequilíbrio energético feito através de terapias complementares, com a liberação miofascial e técnicas relaxantes. Dessa forma, fica claro que há uma grande importância de se haver o acompanhamento de um psicológico em conjunto com o tratamento fisioterapêutico e medicamentoso. Essa fórmula é imprescindíveis para a verdadeira cura do corpo e da mente. Todavia, ainda hoje, vê-se a dificuldade na busca por estes tratamentos em casos de estresse. Muitas vezes por desconhecimento ou por acreditar que ao atenuar os sintomas só com analgésicos, a enfermidade será solucionada.

O estresse está intimamente ligado a sintomas físicos e mentais. A fisioterapia atua múltiplas vezes neste tipo de paciente. Percebe-se que aquele que dá atenção à saúde atentando aos seus distúrbios e procurando sempre manter tudo equilibrado, tem grande chance de ter uma velhice mais saudável. Já aqueles que tendem a só preocuparem-se com a saúde quando a perdem, tem um futuro mais nebuloso e por diversas vezes colecionando uma infinidade de doenças e comorbidades. Estes deveriam fazer um tratamento de reabilitação física e mental, concomitante a melhorar os hábitos de vida. Alguns desses pacientes são poliqueixosos, entretanto, tem determinados quadros álgicos que retornam de tempos em tempos, muitas das vezes o corpo lembrando-o de que o problema não foi resolvido. Isso, em grande parte das vezes só agrava os desequilíbrios devido ao tempo em que o corpo e a mente precisaram resistir aos danos gerados. Estes costumam ter uma velhice mais sacrificada e difícil tendo que a saúde sempre foi negligenciada.

Males que não tratamos na mente, são responsáveis por diversos problemas físicos. O cuidado com o corpo faz-se tão necessário quanto o cuidado com a nossa mente. Atividade física, boa alimentação, relacionamentos saudáveis, perdoar-se, ouvir música, cantar, dançar, ler, assistir filmes, peças, ter pensamentos positivos, rir, já proporciona uma boa parte do remédio contra o estresse e ainda atenua ou mesmo dissipa alguns sintomas dele. A outra parte do cuidado vem na escolhas do estudo, do trabalho e também das aceitações e compreensão das adversidades que a vida traz. Reconhecer que problemas aparecem para serem resolvidos, mas também para o aprendizado e amadurecimento das idéias. O equilíbrio é a chave do sucesso na vida. O famoso nem tanto, nem tão pouco. Buscar ser feliz com o que temos e como somos.

Obviamente, podemos e devemos nos aperfeiçoar para a nossa evolução, mas sempre sermos gratos e tentarmos ser felizes. Isso diminui as chances das doenças oportunistas e dos desequilíbrios entre o corpo e a mente nos trazendo imensos benefícios na terceira idade. Que a maturidade só nos traga a Sabedoria e não doenças adquiridas com a má aceitação do passar do tempo.

Camila de Assis

Fisioterapeuta

E-mail: camilaagoncalves@hotmail.com

Celular: (21) 995060646

#CAMILADEASSIS

17 visualizações

CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

SIGA NAS REDES

  • Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon
  • Black Blogger Icon

SIGA O CANTINHO NO FACEBOOK

Cantinho da Geriatria 2020 © - Todos os Direitos Reservados

desenvolvido por Toco Me Voy