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Doença de Parkinson: Como continuar vivendo bem?


Doença de Parkinson: como continuar vivendo bem?

Receber o diagnóstico de qualquer doença é sempre motivo de preocupação. Muitas vezes, se experimenta a sensação de ansiedade e incerteza quanto ao tratamento. Ainda mais quando os medicamentos não impedem – ainda - a evolução da doença, como ocorre no Parkinson. Mas permitem manter ou mesmo melhorar a qualidade de vida do indivíduo, se comparado a anos atrás.

Após o impacto do diagnóstico, buscar saber mais sobre a doença e o que se pode fazer com relação aos tratamentos - que devem ser elaborados com uma equipe multidiscilplinar: médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e terapeuta ocupacional – faz com que esse percurso se torna menos sofrido, mais assistido e com mais resiliência diante dos limites que surgem.

Os sintomas mais frequentes, que podem causar um grande impacto psicológico no portador do Parkinson são: tremor, lentidão de movimentos, fala sussurrada e baixa, perda de expressão facial, dificuldades para andar, entre outros. E cada um deles, pode trazer um desconforto físico e emocional para o indivíduo, fazendo com que tenda a deixar de realizar atividades de vida diária, de trabalho e até mesmo de lazer. E é exatamente isso que o tratamento multi e interdisciplinar procura evitar.

O TREMOR é um dos sintomas predominantes no Parkinson e, muitas vezes, o portador fica constrangido e tende usualmente esconder a mão ou colocar no bolso, na tentativa de desviar dos olhares mais curiosos.

A dificuldade nos MOVIMENTOS ou na MARCHA também podem estar presentes e, se apresentarem como um agravante para evitar o convívio sejam com desconhecidos ou mesmo amigos e familiares.

A VOZ mais baixa pode ser um motivo para o parkinsoniano ficar mais calado, como se ignorasse as conversas ou mesmo evitar iniciar os diálogos. Outras vezes, são as pessoas mais próximas que se queixam da fala sussurrada, impedindo que ouçam o que é dito.

A EXPRESSÃO FACIAL, com o passar do tempo, pode ficar mais rígida e dar a impressão de que não há emoção, mas não é isso. As emoções podem até ficar à flor da pele e trazer o choro fácil, a irritação, a impaciência com todas as alterações que podem acontecer. Isto porque o humor também pode mudar e a depressão surgir com a evolução do Parkinson.

Mas o que ocorre é que todos estes sintomas, que tem uma repercussão no aspecto psicológico da vida do indivíduo, podem ser trabalhados. E o acompanhamento por profissionais que tenham habilidade e experiência para lidar com o Parkinson é fundamental para a melhora de muitos deles.

Então a DICA é não ficar em casa, não se isolar, não deixar de fazer atividades, mas começar novas, buscar novos desafios e prazeres, buscar ajuda, informação e tratamento. E isso também vale para a família – os filhos e esposa ou marido – porque informação auxilia a desmistificar preconceitos, a encontrar alternativas e identificar a necessidade de ajuda profissional, como o tratamento psicológico e os grupos de apoio para familiares - para aprender a lidar com os sintomas da doença.

O que se precisa é restabelecer os limites, redirecionar o foco, ajustar o leme e seguir acompanhado: da família, dos amigos e dos profissionais que podem transformar essa jornada em algo mais leve, com equilíbrio e sabedoria!

Por Christina Borges

Psicóloga - Mestre em Psicóloga Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https://www.facebook.com/cerebroativopsi/

Tel: (21) 98581.2121

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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