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O DISTÚRBIO DO SONO PODE TRAZER PREJUÍZOS PARA A MEMÓRIA?


O processo de envelhecimento traz mudanças nas caraterísticas do sono, tanto na qualidade quanto na quantidade. Estas alterações são identificadas pela própria pessoa, pelo cônjuge ou familiar, quando comparado esta fase da vida com anos anteriores.

Na prática dos profissionais que trabalham com esta população, assim como nos estudos com este grupo, se observa como queixas mais frequentes em decorrências da má qualidade do sono: cansaço; o fato de levar mais tempo para dormir do que antes; a quantidade de horas de sono que está diminuída; o aumento de despertares noturnos; os cochilos durante o dia que se tornam mais frequentes; a facilidade para despertar por causa dos estímulos auditivos, demonstrando uma sensibilidade aumentada aos sons do ambiente; além da sensação, pela manhã, de que não houve repouso o suficiente.

Os estudos que avaliam os prejuízos no sono apontam como consequências: a diminuição da imunidade, da capacidade física, o risco aumentado de quedas e o declínio cognitivo. Estas queixas se relacionam, intimamente, com a baixa qualidade de vida.

O declínio cognitivo e o impacto na memória é o foco deste artigo. Assim, é importante ressaltar que o prejuízo trazido para a memória, em função das poucas horas de sono ou da baixa qualidade, tendem se agravar com o passar do tempo caso não seja tomado nenhum cuidado na tentativa da melhora destas horas de repouso tão importante para o corpo, para a saúde física, cognitiva e mental.

Um estudo que avaliou idosos que apresentavam o sono de baixa qualidade - com poucas horas durante a noite ou interrompido - observou um desempenho prejudicado em tarefas onde era preciso lembrar uma informação verbal. A tarefa proposta pelo estudo se assemelha a uma demanda corriqueira no nosso dia-a-dia, como lembrar uma recado, de uma conversa, ou uma notícia. Apontando, assim, o quanto a memória de curto prazo sofre interferência da qualidade do sono e a importância dele para a execução de várias atividades do cotidiano, de qualquer indivíduo independente da idade.

Sabe-se que existem outros fatores que podem interferir no sono, como: ingestão de cafeína, nicotina, bebidas alcoólicas, o uso de drogas e de alguns medicamentos. O sono é um assunto importante que deve ser tratado com atenção na consulta com o seu médico na busca de uma melhora.

Entretanto existem alguns cuidados que podem ser tomados e inseridos na rotina diária, que são chamados de Higiene do Sono: escolher ambiente calmo, com pouca luminosidade e bem ventilado; estabelecer horários para ir para a cama e para se levantar; preparar-se para dormir - relaxando, ouvindo música, fazendo meditação, ioga ou lendo; tomar um banho morno; fazer uma refeição leve que inclua leite quente, alimentos ricos em triptofano (banana e carboidratos). Evitar: cochilos após 15h; deitar-se muito cedo; o consumo de bebidas alcoólicas, café e exercícios pesados próximos do horário de dormir. Outra dica é evitar pensar em questões profissionais, em preocupações ou tentar resolver situações, enquanto tenta iniciar o sono. Se você tiver estes cuidados, a tendência é que a qualidade do sono melhore.

Por fim, você deve saber que o sono exerce papel importante no equilíbrio do corpo. A sua falta favorece o aparecimento de prejuízos físicos, cognitivos e mentais, diminui a imunidade, causa aumento da vulnerabilidade do organismo idoso e, consequentemente, coloca sua vida em risco.

Por Christina Borges

Psicóloga - Mestre em Psicóloga Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https://www.facebook.com/cerebroativopsi/

Tel: (21) 98581.2121

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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