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  • JACQUELINE CALÇADO

ARTE DO CUIDAR – UM OLHAR FILOSÓFICO


Ter sempre presente a visão integral do ser humano em suas diferentes dimensões e relações; estar atento às circunstâncias pessoais de cada um que são o solo sobre o qual se vai construir a identidade pessoal.

O cuidado deve levar em consideração a situação particular de cada um, mas, ao mesmo tempo, estar atento à inserção comunitária do sujeito a ser cuidado.

Cuidar é uma ação esperançosa que abre perspectivas de futuro para quem está sem horizonte.

O cuidado deve ter um olhar esperançoso para frente e um olhar interpretador para trás.

O cuidado é antes de tudo um ato de beneficência. Cuidar é querer bem e proporcionar o bem, afastando toda ameaça de males e fazendo acontecer todo bem-estar possível ao outro.

A arte do cuidar exige tanto responsabilizar-se por quem é cuidado, quanto torná-lo responsável pela sua situação. Responsabilizar-se é caminhar com o outro, partilhando as suas preocupações, expectativas, angústias e medos.

A arte do cuidado é um exercício de proximidade: ela exige disponibilidade, acolhida, preocupação pelo outro.

No cuidado, precisa existir uma sintonia entre passividade e atividade.

Não existe cuidado sem comunicação; no entanto, a pessoa vulnerável fala mais por gestos e olhares do que por palavras.

Na arte de cuidar, a vinculação entre quem cuida e quem é cuidado é fundamental.

Assim... cuidar de alguém é também cuidar da sua liberdade, ajudando a recobrar a autonomia e independência possíveis.

Cuidar é ajudar a levar a carga da vida de alguém, aliviando o seu peso. Mas não se trata de ficar no seu lugar, assumindo o problema.

Cuidar é superar a distância espacial, afetiva e ética.

O cuidado não pode significar dependência afetiva que obscureça a identidade pessoal.

Quem cuida não pode estar medindo e contando as horas. O ritmo temporal de quem cuida deve estar adaptado ao ritmo somático, psíquico e existencial de quem é cuidado.

Cuidar exige também um espaço idôneo; não pode acontecer em lugar estranho e anônimo, muito menos num lugar caótico e ruidoso. Exige cenários habituais e conhecidos. O próprio lar é o lugar mais adequado.

Situações de fragilidade devem ser vividas e assumidas em espaços familiares que façam sentir-se em casa. No espaço anônimo, a pessoa vulnerável encontra-se desamparada, exilada e expatriada.

Cuidar é essencialmente escutar e estar atento às necessidades e solicitações de quem necessita ajuda.

Ela pode acontecer naturalmente pela empatia, mas nem sempre é espontânea. Nesse caso é necessário encontrar meios que criem laços e fortaleçam vínculos entre os dois.

A vinculação pode acontecer naturalmente pela empatia, mas nem sempre é espontânea. Nesse caso é necessário encontrar meios que criem laços e fortaleçam vínculos entre os dois.

A confiança suscita solicitude e ternura.

Enfim, ... a arte de cuidar exige técnica, intuição e sensibilidade, mas o exercício da ternura é fundamental para desenvolver atos de cuidado.

“A pessoa vulnerável necessita cuidado regado com afetividade, especialmente ternura, pois deseja ser tratada com delicadeza e sensibilidade”. Fonte: Roque Junges – Ética e gênero:

O Paradigma do Cuidado.

Jacqueline Calçado

Presidente da Nursing Home Care

#JACQUELINECALÇADO

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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