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  • JACQUELINE CALÇADO

SEGURANÇA DO PACIENTE


Segurança do Paciente

A Segurança do Paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado, e tem adquirido, em todo o mundo, importância cada vez maior para os pacientes e suas famílias, para os gestores e profissionais de saúde no sentido de oferecer uma assistência segura.

Os incidentes associados ao cuidado de saúde, e em particular os eventos adversos (incidentes com danos ao paciente), representam uma elevada morbidade e mortalidade em todos os sistemas de saúde.

Esta problemática levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) e diversos organismos internacionais a lançarem campanhas, desafios e estratégias voltadas à redução de riscos e de danos no cuidado à saúde.

A Portaria GM/MS nº 529/2013 institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) com o objetivo de contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional, e aprovou os seguintes protocolos básicos de segurança do paciente:

  • IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE

  • CIRURUGIA SEGURA

  • PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO

  • PRÁTICA DE HIGIENE DAS MÃOS

  • SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

  • PREVENÇÃO DE QUEDAS

Hoje abordaremos o protocolo sobre PREVENÇÃO DE QUEDAS, indicando os principais pontos que teriam impacto direto na prática assistencial de enfermagem, capazes de serem implementados em diversos ambientes de cuidados, inclusive o domiciliar.

A queda pode ser definida como a situação na qual o paciente, não intencionalmente, vai ao chão ou a algum plano mais baixo em relação à sua posição inicial. A avaliação periódica dos riscos que cada paciente apresenta para ocorrência de queda orienta os profissionais a desenvolver estratégias para sua prevenção.

Fatores de risco para ocorrência de queda:

1. Idade menor que 5 anos ou maior que 65 anos.

2. Agitação/confusão.

3. Déficit sensitivo.

4. Distúrbios neurológicos.

5. Uso de sedativos.

6. Visão reduzida (glaucoma, catarata).

7. Dificuldades de marcha.

8. Hiperatividade.

9. Mobiliário (berço, cama, escadas, tapetes).

10. Riscos ambientais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, superfícies irregulares).

11. Calçado e vestuário não apropriado.

12. Bengalas ou andadores não apropriados.

Medidas sugeridas:

1. Identifique os pacientes de risco com a utilização de pulseiras de alerta.

2. Oriente os profissionais e familiares a manter as grades da cama elevadas.

3. Oriente o paciente e acompanhante a solicitar ao profissional auxílio para a saída do leito ou poltrona.

4. Oriente o acompanhante a não dormir com criança no colo.

5. Oriente o acompanhante a avisar a equipe toda vez que for se ausentar do quarto.

6. Disponibilize equipamentos de auxílio à marcha, quando necessário.

7. Crie ambiente físico que minimize o risco de ocorrência de quedas, como barras de segurança nos banheiros, corrimões nas escadas, utilização de fitas antiderrapantes, placas de informação.

8. Adeque os horários dos medicamentos que possam causar sonolência.

9. Oriente a utilização de calçados com sola antiderrapante e adequados ao formato dos pés.

10. Realize periodicamente manutenção das camas, berços e grades.

11. Monitore e documente as intervenções preventivas realizadas.

Pontos de atenção:

  1. O uso de contenção mecânica, em caso de agitação ou confusão do paciente, deve ser criteriosamente analisado, uma vez que requer a autorização de familiares, definição de protocolos institucionais e utilização de equipamentos apropriados.

  2. Oriente o profissional de saúde a comunicar e registrar casos de queda, implementando medidas necessárias para diminuir danos relacionados à sua ocorrência.

Jacqueline Calçado

Presidente Nursing Home Care

#JACQUELINECALÇADO

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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