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PAIS E FILHOS: QUANDO A ORDEM DE CUIDADO SE INVERTE


PAIS E FILHOS: Quando a ordem de cuidado se inverte

Desde o nascimento os filhos estão acostumados a serem cuidados pelos pais. São eles que apresentam o mundo e ensinam a como se virar diante das dificuldades, que protegem dos medos e do escuro, que embalam durante a noite e fazem diminuir qualquer dor, mesmo que seja só com um beijo.

Só que à medida que o tempo vai passando e eles envelhecendo, essa relação tende a mudar. E os “heróis e heroínas” passam a precisar muito mais da ajuda, do que os filhos um dia puderam imaginar. E, algumas vezes, é bastante difícil vê-los mais frágeis e demandando um cuidado que antes era exercido por eles. Em alguns momentos pode existir uma certa resistência, ou mesmo um pouco de “indiferença”, por parte dos filhos.

Mas por trás dessa atitude pode estar presente uma grande dificuldade de perceber e entender que os papéis estão se modificando. É quase uma negação! Uma negação que eles estão envelhecendo. E isso significa olhar para si e também perceber que, esse processo de transição, também aponta para o seu próprio envelhecimento.

São momentos de luto. Luto pela perda dos pais que estão envelhecendo e deixando aquele lugar de super-heróis da infância, ou mesmo de modelos e referências da vida adulta.

Mas nem sempre o envelhecimento é patológico, ou cercado de doenças e limitações.

Na senescência, que é o envelhecimento normal, há um declínio na memória que é esperado, assim como na agilidade mental e motora, o que pode trazer também dependência.

A dependência, nem sempre é sinônimo de perda da autonomia. Porque algumas pessoas envelhecem, necessitam de algum cuidado, mas são capazes de continuar tomando decisões sobre a própria vida. É fundamental e necessário que seja respeitada essa autonomia, enquanto for possível.

E o mais o importante é encarar esta nova etapa da vida, que requer redefinir padrões e novos modelos de pais e filhos. Na verdade é redefinir os papéis de todos que estão envolvidos no processo de envelhecimento, percebendo que é o movimento da própria vida, que segue seu ritmo natural.

E aceitar que as mudanças sempre trazem novas oportunidades: de aproximação, de envolvimento, de troca, de amor, de perdão, de reconciliação, quando os filhos assumem um papel mais ativo na vida dos pais.

Por Christina Borges

Psicóloga/ Mestre em Psicologia Clínica/Neurociências - Neuropsicologia

Cérebro Ativo – https: //www.facebook.com/cerebroativopsi (21)98581.2121

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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