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Hipersalivação


Hipersalivação

A sialorreia, também conhecida como ptialismo, é um distúrbio caracterizado por hipersalivação.

Algumas doenças podem desenvolver um quadro de salivação excessiva, temporária e que raramente é causa para preocupação.

É o caso da amigdalite, possíveis inflamações na região bucal, com aparecimento de abscessos, obstruções na região da faringe, infecções de caráter respiratório, gripes, resfriados e alergias nasais.

Alguns idosos podem apresentar excesso de saliva porque suas glândulas salivares estão fazendo mais saliva do que o habitual ou por permanecerem com a boca aberta por muito tempo, dentre outros fatores.

Nas doenças neurológicas, encontramos as maiores reclamações nos pacientes portadores de Parkinson.

Atualmente, existem alguns mecanismos de sialorreia na doença de Parkinson que são mais considerados: hipersecreção salivar, incapacidade de retenção de saliva na cavidade oral e a disfagia orofaríngea.

Causas de aumento da produção de saliva

Diminuição na capacidade de engolir ou manter saliva na boca;

Dentaduras novas ou não se encaixam bem;

Doença do Refluxo Gastroesofágico;

Infecção na boca ou garganta;

Estomatite;

A doença de Parkinson;

Esclerose lateral amiotrófica (ELA);

Paralisia Cerebral;

Paralisia pseudobulbar;

Acidente vascular cerebral;

Determinados fármacos que estimulam as glândulas salivares, como os utilizados para controlar a pressão arterial. Intoxicações, infecções agudas, hipertireoidismo e problemas neurológicos também podem fazer com que a produção salivar seja alterada.

O tamanho da língua, a diminuição do controle muscular da boca, dificuldade de deglutição (disfagia), redução da frequência de deglutição, retardo mental, má oclusão ou um problema estrutural da boca, obstrução de vias aéreas superiores, problema postural, são situações que podem alterar a salivação dos pacientes.

Qual é o tratamento para hipersalivação?

Os métodos de tratamento da sialorreia variam de acordo com a causa da doença. Por isso se faz necessário saber o fator vetor que desencadeou esse processo, pois é tratando a causa que os efeitos serão devidamente combatidos.

Mas, infelizmente, esse tipo de problema não tem um medicamento específico que possa tratar a salivação excessiva.

Alguns médicos prescrevem medicamentos com efeito anticolinérgico que permite o controle da produção de saliva. Contudo, esse tipo de medicamentos está contraindicado para pacientes portadores de glaucoma, problemas de motilidade intestinal, uropatia obstrutiva e miastenia gravis.

Entretanto, nada é comprovadamente eficaz.

Se as opções de tratamento não funcionarem, existem tratamentos alternativos. A acupuntura pode oferecer algum alívio. Tomar injeções de toxina botulínica (Botox) nas glândulas salivares pode melhorar a situação, somente por alguns meses.

Outros recursos paliativos são também indicados:

  • Manter a boa hidratação

  • Manter uma toalha perto da cama para absorver a saliva

  • Uso de brilho para os lábios. Dado que se está babando constantemente, os lábios tornam-se muito rachados.

  • Escovar os dentes usando um enxaguatório bucal natural várias vezes ao dia.

  • Escovar os dentes com uma pasta de dentes com hortelã.

  • Comer frequentemente pequenos lanches.

  • Manter uma garrafa de água na mão e fazer frequentes pequenos goles ao longo do dia.

  • Evitar alimentos azedos ou doces açucarados porque podem estimular a produção excessiva de saliva.

  • Chupar um limão ou colocar algumas gotas de óleo essencial de limão em um tecido para cheirar.

  • Chupar um doce de menta ou mascar chiclete com sabor de menta.

  • Chupar um cubo de gelo.

É importante lembrar que o excesso de saliva causa um grande impacto sobre o paciente. Dentre eles encontramos:

• Desconforto físico

• Infecção de pele

• Desidratação

• Pneumonia de repetição

• Dificuldade para higiene

• Rejeição

• Isolação

• Baixa autoestima.

Ana Maria Mendes

Fonoaudióloga

Contato.anamendes.br@gmail.com

Cel (21)999731439

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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