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  • Roberta França

DESAFIOS NA DOENÇA DE ALZHEIMER - Presente e Futuro


Atualmente o diagnóstico da DA é feito somente a partir de sinais e sintomas do declínio cognitivo existente, ou seja, quando diagnosticamos a doença já está estabelecida! O diagnóstico ainda é centrado na presença da demência e o uso de exames complementares são ainda baseados numa neurohistopatologia subjacente.

Até os biomarcadores tão falados não dão nenhuma informação verdadeiramente importante, são conflitantes e por vezes, indeterminados. Sabemos que a progressão da DA segue uma linha temporal: sintomas cognitivos/ perda das atividades de vida diária / problemas comportamentais/ cuidados de enfermagem / morte. Essa é a história natutal da doença porém só conseguimos dar o diagnóstico diante dela prontamente estabelecida.

Assim como no caso da tuberculose no início de 1900, sabíamos tudo sobre a doença menos como ela acontecia. Até finalmente se isolar o bacilo de Koch e encontrar a cura definitiva da doença. Desde 1907 sabemos que são os emaranhados neurofibrilares e as placas amiloides formadas e depositadas no cérebro a base da DA, que são proteínas altamente tóxicas e que existe algo no cromossoma 21 ligado a DA. Estudos atuais evidenciam que a DA antes dos 65 anos tem uma carga genética importante, chamada de doença familiar porém mais de 80% dos casos de DA ocorrem de forma tardia, após os 65 anos, chamada doença esporádica. Isso significa que as bases da DA são múltiplas e sabemos muito pouco ainda para trilhar o caminho da cura. Tudo indica que a demência de Alzheimer surge de 5 a 7 anos antes da doença propriamente dita com seus sinais e sintomas !!!

O futuro? Chegar a um diagnóstico não baseado no declínio cognitivo, compreender a multidimensionalidade da doença, descobrir quais gens estão verdadeiramente envolvidos e assim identificar os grupos de risco. Um recente estudo Italiano com crianças e adolescentes obesas e não obesas avaliou o liquor de ambos os grupos para a proteína Abeta 42 (precursora das placas amiloides). O que se viu foi que na adolescência o grupo obeso apresentava grande aumento na produção de ABeta 42, o que não ocorria com as crianças.

Será que diante de comodidades como diabetes e obesidade desde a infância temos tendência a sofrer um processo neurodegenerativo que irá se evidenciar mais tarde? Muitas perguntas... poucas respostas.. . Apenas uma certeza... Prevenção!! ! Alimentação saudável... Atividade física.. . Mente quieta... Coração tranquilo... Por Dra Roberta França Medicina Geriátrica www.cantinhodageriatria.com.br

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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