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  • Ana Mendes

Boca Seca / Xerostomia


Xerostomia ou boca seca é a diminuição ou ausência da secreção salivar.

A formação da saliva varia de volume e a sua composição devem-se à ação do sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático. Sua principal função é na manutenção da higiene dos tecidos orais, auxiliando na remoção de bactérias e restos alimentares.

Com a produção baixa de saliva, tem-se a impressão que é apenas um incomodo. Mas na realidade ocorrem alterações nas funções estomatognáticas, ou seja, na fala, mastigação e deglutição. Sem contar que prejudica o processo inicial da digestão e propicia o surgimento de cáries.

A produção da saliva pode ser afetada por inúmeros fatores, entre os quais a radioterapia, o uso de medicamentos (antidepressivos, anticolinérgicos, anti-hipertensivos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, diuréticos, analgésicos, relaxantes musculares e muitas outras), situações que comprometam a estabilidade da saúde, como a respiração bucal e as doenças autoimunes.

Pacientes portadores de Parkinson, mal de Alzheimer, Aids e diabetes, sãos os que mais sofrem com a xerostomia.

Dentre as queixas mais frequentes de boca seca são o mau hálito, lábios ressecados, dor de garganta, alteração no paladar, dificuldade na fala, dificuldade de engolir alimentos, mastigação dolorida, língua colada no céu da boca, aumento de cáries e inflamações gengivais.

O primeiro passo é avaliar o grau de comprometimento da função das glândulas salivares através de exames (sialometria), feitos com a coleta salivar em repouso e sob estímulo mecânico. O tratamento da xerostomia costuma ter resultados satisfatórios em cerca de 80% dos casos. Quando não se consegue um bom resultado no tratamento da boca seca, medidas preventivas deverão ser adotadas de proteção, para evitar danos aos dentes, engasgos, fala inteligível e principalmente a falta de interesse pela comida.

Além disso, há também os estimuladores ou repositores de saliva, estes últimos que funcionam como uma saliva artificial.

A saliva artificial proporciona um alívio imediato. Mas o produto não trata a raiz do problema, apenas auxilia na diminuição de seus efeitos.

Como amenizar ou estimular a produção de saliva naturalmente:

1. Consumir alimentos que estimulam o fluxo de saliva e refrescam o hálito. São eles: rúcula, agrião, aspargos, jiló, salsão, hortelã, maçã, etc.;

2. Reaprender o valor de mastigar bem os alimentos. Isso ajuda na produção de saliva e na digestão também;

3. Aumentar a ingestão diária de líquidos não açucarados, dando preferência à água e aos chás de hortelã, erva-doce, boldo e carqueja. Sucos de frutas também são bem-vindos;

4. Se empenhar firmemente para parar de fumar, de ingerir bebidas alcoólicas e de usar drogas, porque costumam agravar ainda mais os quadros de boca seca;

5. Evitar doces muito caramelizados, como frutas em calda, balas de goma e de coco, geleias etc.

6. Chocolate é um dos doces que mais engrossam a saliva. Evite o consumo excessivo.

7. Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia com um creme dental com flúor.

8. Balas ou gomas de mascar sem açúcar para estimular o fluxo salivar.

Para um diagnóstico mais preciso, procure um geriatra. Ele é o profissional mais qualificado para comprovar as alterações da xerostomia.

Dependendo do grau de xerostomia, exercícios para estimular a produção da saliva (com intuito de garantir o alívio dos sintomas), são trabalhados na terapia fonoaudiológica.

A atuação fonoaudiológica não se limita apenas no tratamento das alterações citadas, mas sim em ajudar o idoso a ter uma boa qualidade de vida.

Ana Maria Mendes

Fonoaudióloga

Contato.anamendes.br@gmail.com

Cel (21)999731439

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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