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Ajudando um Afásico


Ajudando um Afásico

A afasia é uma das doenças que mais repercutem diretamente sobre a família.

Não é difícil encontrarmos famílias que se culpam por não terem percebido que o seu familiar há tempos já apresentava os sinais. Acabam se culpando por essa falta de percepção. O papel da família é importante, desde o início da ruptura do processo de comunicação, como também ao longo de toda a reeducação e recuperação.

A falta de conhecimento sobre a natureza da afasia é um dos problemas que limita e muito a recuperação do afásico.

Afasia é a perda da função da linguagem falada e escrita, causada por lesão no sistema nervoso central e/ou acidentes. Geralmente ocorrem do lado esquerdo do cérebro.

Importante ressaltar que a família precisa ter uma visão realista da reabilitação e acreditar que o afásico voltará a ter uma vida normal muito em breve.

Com o devido entendimento sobre a patologia, vamos às orientações com o intuito de facilitar a vida em família.

Sugestões:

Todos devem dirigir-se a ele de forma clara, pausada e amistosa, procurando olhá-lo. Uma pessoa deve falar de cada vez.

Não deve usar diminutivo.

Qualquer objeto que lhe for dado deverá ser acompanhado da palavra correspondente.

Fale de forma clara. Olhando para ele. Perguntas simples e diretas ajudam muito.

Deve-se tratar o doente sempre de acordo com sua idade.

Não usar soletração ou alfabeto como indicadores para descobrir a palavra que o paciente quer dizer. Podem-se simplificar as palavras e dividir o assunto por itens menores.

Não se deve interrompê-lo quando está tentando dizer algo. Geralmente o afásico demora mais que o normal para conseguir exprimir seu pensamento.

Tenha calma e compreensão. A sua fadiga não deve ser comentada. Devemos apenas procurar deixá-lo descansar, mudando o foco de atenção.

Não comentar o seu problema na presença dele. Todos devem esforçar-se para entender o que o paciente quer dizer ou fazer.

Pacientes bilíngues podem começar a falar primeiro a língua materna. Muitas vezes a família não compreende essa língua, mas devem procurar ajuda para tentar compreender pelo menos alguma coisa daquilo que é dito pelo paciente.

Deve-se encorajar sempre a participação nas atividades familiares.

É interessante motivá-lo para um hobby.

É preciso que a família compreenda o aparente egoísmo do afásico.

O afásico é geralmente muito indeciso, podemos ajudá-lo colocando poucas opções na sua frente e deixá-lo sempre tentar fazer as coisas sozinhas.

Algumas características emocionais devem ser levadas em conta na reabilitação dos afásicos.

Geralmente é muito ansioso, pois está cheio de medos. Alguns chegam a negar a realidade e se isolam, colocando a terapia em risco.

Várias vezes, ao tentar se adaptar, o afásico regride a comportamentos menos evoluídos, além de que há um comprometimento cognitivo, de habilidades motoras e apraxias, que fazem muitas vezes a família erroneamente considerar que a pessoa voltou à infância.

A satisfação de suas necessidades básicas (beber, comer e dormir) precisa ser satisfeitas imediatamente, para não desencadear atitudes e comportamentos inadequados. Como a agressividade.

O afásico geralmente tem vergonha do que aconteceu e se sente como alguém que não vale nada. Sente culpa em sobrecarregar a família com cuidados.

Tome muito cuidado para que o paciente afásico não assuma a postura de resignação e se abandona aos cuidados dos outros, a dependência do meio é um fator real que prejudica a autoestima e pode provocar agressividade e desencorajamento.

Compete ao fonoaudiólogo explicar a natureza da Afasia, sua origem neurológica, suas múltiplas manifestações, os sintomas específicos de cada tipo de Afasia.

O fonoaudiólogo, em geral, acompanha todas as fases, que se constitui com a perda ou modificação nas capacidades de comunicação. Avalia, diagnostica e planeja a reeducação.

A Ciência ainda tem muito a pesquisar nesta área, e provavelmente muito a descobrir. Temos um futuro que nos promete ser promissor nas reabilitações dos afásicos.

Ana Mendes

Fonoaudióloga CRF nº3025 RJ

Contato.anamendes.br@gmail.com

Cel (21)999731439

www.cantinhodageriatria.com.br

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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