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  • Dra. Vania Cezário

A marcha humana no envelhecimento. O que muda? Parte 1


A marcha humana no envelhecimento. O que muda? Parte 1

A marcha humana é adquirida na infância e nos acompanha durante toda a nossa vida. Caminhamos de forma automática e dessa forma não a percebemos até que ocorra alguma alteração. O processo de envelhecimento e algumas patologias podem modificar as características dos passos que no início podem não ser percebidas, mas com o tempo e o agravamento se tornam responsáveis por alterações no equilíbrio e consequente quedas.

A velocidade da marcha tem sido um ótimo marcador na saúde de indivíduos idosos e quando lentificada, acaba por se associar a diversos desfechos ruins na saúde. Desta forma, a velocidade da marcha é capaz de representar bem o desempenho da marcha, por esta razão, sua avaliação é indispensável no rastreamento das pessoas idosas com alto risco de cair.

Muitos pesquisadores dedicam-se ao estudo da marcha nesta população. Um desses estudos concluiu que a velocidade inferior a 1 metro por segundo estava relacionada com comprometimentos nos membros inferiores, risco de hospitalização entre outros desfechos desfavoráveis.

A velocidade da marcha tende a diminuir com o processo de envelhecimento, e de forma mais acelerada entre 65 e 85 anos e acentuado em mulheres, tornando-se um dos critérios iniciais para o diagnóstico de perda de massa muscular (sarcopenia), quando o valor se encontra inferior a 0,8 metro por segundo. Valores muito baixos apresentam maior risco de quedas, comprometem a mobilidade e qualidade de vida do idoso.

A avaliação da marcha pode ser realizada de forma simples e por fisioterapeuta treinado para detectar as alterações. Um teste da marcha usual medida em uma caminhada de 4 metros é capaz de identificar idosos independentes com risco, sendo um instrumento rápido, seguro e barato, podendo ser realizado no consultório, domicílio, hospitais, centros de convivência, instituições de longa permanência, entre outros. O comprometimento das alterações no ritmo, distância e tempo da marcha em idosos pode ser mensurado também através de sistemas de avaliação computadorizadas.

As alterações na distribuição de pressão plantar e no tipo de pisada podem interferir na marcha e no equilíbrio do idoso. O exame de Baropodometria Computadorizada é capaz de identificar essas alterações.

Quando as alterações na marcha são identificadas precocemente aumentam a possibilidade do encaminhamento destes indivíduos para receber as intervenções preventivas mais eficazes.

A utilização de palmilhas funcionais associada a exercícios de equilíbrio e treinamento de marcha fazem parte do processo de reabilitação.

Dra. Vania Otero Bombinho Cezario / Crefito-2 10106-F

Fisioterapeuta Especialista em Gerontologia/SBGG

Telefone: 98064 2453

www.cantinhodageriatria.com.br


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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