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  • Ana Mendes

Linguagem em Idosos


Linguagem em idosos

A linguagem (fala) é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos.

Sabemos que existem inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos a nossa comunicação, tais como: sinais, símbolos, sons, gestos, escritos e linguagem mímica.

Com o processo de envelhecimento algumas habilidades de comunicação podem se alterar, dificultando o relacionamento do idoso com a sociedade, até mesmo levando-o ao isolamento.

Os problemas relacionados à fala e a linguagem na terceira idade geralmente ocorrem devido a um quadro neurológico, como um acidente vascular encefálico (derrame) ou um traumatismo cranioencefálico (após queda ou acidente), ou associados a quadros degenerativos, como as demências (Alzheimer) e a doença de Parkinson.

Os problemas de linguagem/fala podem variar de acordo com a extensão e localização da lesão neurológica e também com o avançar da doença.

Alguns idosos podem apresentar problemas leves como articulação e entonação imprecisa, troca de uma palavra por outra, deficiência na elaboração e na compreensão de frases ditas ou escritas, repetição sistemática da mesma sentença fora do contexto do diálogo, ecolalia, ausência total da fala, dificuldade de falar o nome dos objetos corretamente e dificuldades em lembrar histórias ou nomes, dentre outras.

A falta de conhecimento do tratamento fonoaudiológico, leva muitos profissionais e familiares a desencorajar seus pacientes e entes queridos. Isto porque, há alguns anos acreditava-se que uma vez lesada uma região, tudo o que nela constava se apagaria para sempre.

Hoje, sabe-se que o cérebro apresenta certa plasticidade. Tem como se remodelar em função das experiências do sujeito, reformulando as suas conexões em função das necessidades e dos fatores do meio ambiente.

Sabe-se que ,quando há uma pequena perda de conectividade neuronal, esta tende a ser recuperada de uma forma autónoma.

Já quando essa perda é de maior grau, tenderá a tornar-se uma perda permanente, daí a dificuldade de recuperar certas funções. Mesmo assim, em muitos casos, as lesões aparentemente irreparáveis podem tornar-se potencialmente recuperáveis.

Para isso, é preciso começar imediatamente os tratamentos proporcionados por diversos tipos de terapia. Profissionais como fonoaudiólogo, fisioterapeuta, geriatra, entre outros, que mantêm níveis adequados de estímulos facilitadores e inibidores de funções nos neurónios.

Importância da terapia fonoaudiológica

É recomendada uma avaliação fonoaudiológica sempre que se percebam alterações na fala e na comunicação do paciente idoso. Somente o fonoaudiólogo será capaz de verificar a necessidade e a viabilidade da terapia.

A terapia propriamente dita consiste em atividades específicas, realizadas de acordo com a necessidade e a dificuldade de cada paciente. Tendo como objetivo ativar novas conexões cerebrais e tentar restabelecer outras que já existiram.

A fototerapia vai trabalhar basicamente com exercícios que exercitam a fala e linguagem, geralmente com a participação ativa do paciente em todo o processo de reabilitação. Explicando assim, a boa responde aos estímulos terapêuticos mesmo após uma lesão.

O Fonoaudiólogo pode melhorar a comunicação do idoso, tratando e prevenindo possíveis alterações na comunicação.

Precisamos sempre lembrar que, melhorando sua qualidade de vida, iremos proporcionar ao idoso sua participação ativa na sociedade.

Ana Maria Mendes

Fonoaudióloga

Contato.anamendes.br@gmail.com

Cel (21)999731439

www.cantinhodageriatria.com.br

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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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