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  • Dra Roberta França

PERDA AUDITIVA NO IDOSO


A tarefa principal do ouvido é transmitir e traduzir sons para o cérebro. Outra função muito importante do ouvido é manter nosso senso de equilíbrio, nos permitir entender, trocar informações, ideias, desejos e aspirações, além de servir como sinal de alerta contra o perigo e a localização dos sons.

Com a passagem dos anos, os elementos responsáveis pela audição, localizados na cóclea do ouvido interno, sofrem uma súbita e progressiva atrofia, com uma contínua perda de células sensoriais que, associados a outros fatores, resultam numa diminuição da capacidade auditiva.

Chamamos de presbiacusia, essa perda no processo de envelhecimento. Inicia-se de forma lenta e gradual, a ponto de, por vezes, o próprio idoso se adaptar ao déficit, sem perceber as compensações que vai fazendo. O portador dessa deficiência é geralmente rotulado de confuso, desorientado, distraído, não colaborador, zangado e velho. A queixa mais comum do idoso é a de que ele escuta, mas não entende.

Esses fatores poderão levar a uma série de dificuldades na comunicação oral, bem como, a diminuição nas relações sociais e ao isolamento.

Resumindo:

 A presbiacusia se dá nessa fase porque com o avanço da idade, há maior desgaste da estrutura do ouvido.

 O processo é gradual decorre de causas externas como ruídos, má alimentação, estresse, medicamentos e fatores metabólicos ou hereditários.

 Os sinais que evidenciam que está na hora de ficar atento são: a dificuldade em ouvir sons agudos, de entender conversas, a necessidade de aumentar o volume da televisão e pedir para repetir frases que lhe dizem, ou maior conforto ao ficar próximo da fonte sonora, além do surgimento de zumbido.

 Muitas vezes o indivíduo se adapta à perda auditiva e só procura ajuda depois de muita insistência da família a necessidade de uma avaliação especializada.

O diagnóstico da presbiacusia e de outros problemas auditivos é realizado através de avaliação feita por um Otorrinolaringologista. Também o Fonoaudiológo/Audiologista pode auxiliar este diagnóstico porque é o profissional de saúde responsável pela prevenção, identificação, avaliação e consequente reabilitação/habilitação.

Após os resultados das avaliações, a melhor forma de abordar os efeitos negativos da deficiência auditiva é a utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, como aparelhos de amplificação sonora individual (AASI). O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para realização dos exames de audiometria tonal, impedanciometria, teste otoneurológico, que investiga a causa de tonturas e zumbidos, dentre outros.

A indicação e adaptação dos aparelhos auditivo - chamados de aparelhos de amplificação sonora - também são indicados pelo Audiologista.

Hoje, com a evolução da tecnologia, os aparelhos digitais ficaram menores e mais eficientes. As próteses são feitas sob medida e programadas de acordo com a necessidade de cada caso. Existe um período de adaptação, que facilitará ao idoso testar o aparelho em sua casa, desenvolvendo suas atividades diárias normalmente e, conforme as experiências relatadas, pode-se modificar a programação, potencializando o benefício com o uso da prótese.

Cabe ressaltar que, a indicação e adaptação são essenciais para o sucesso e o bom uso do aparelho. O autodiagnostico, sem o acompanhamento de um otorrinolaringologista e um fonoaudiológo, é a certeza de que problemas e incômodos ocorrerrão, muitas vezes levando o idoso a deixar de utilizá-lo.

Podemos encontrar pacientes com uma perda auditiva profunda que não responde aos aparelhos. Porém, podem ser grandemente beneficiados com um implante coclear (IC).

O implante coclear (IC) é um instrumento eletrônico auditivo colocado cirurgicamente no ouvido interno através de procedimento em unidade hospitalar. O implante restaura a função do ouvido danificado, ao converter sinais de som em sinais elétricos.

Os benefícios desse implante coclear incluem aperfeiçoamento da percepção da fala, uma conversação ao telefone, compreensão de palavras e outras capacidades auditivas.

O implante coclear é considerado um procedimento cirúrgico completamente seguro.

Como Ajudar um Idoso com Perda Auditiva?

 Ouvir atentamente o que ele tem a dizer é o primeiro passo para tirá-lo do isolamento social;

 Fale de uma forma clara e perceptível;

 Ao falar, não é preciso aumentar o volume de sua voz, apenas converse pausadamente e pronuncie as palavras com clareza, repetindo as frases, se for necessário;

 Use gestos, figuras, listas de palavras e outras formas para se expressar se necessárias;

 Mantenha-se em espaços iluminados;

 Faça pausas, seja repetitivo se for preciso;

 Peça para a pessoa repetir o que lhe foi dito para ter certeza de que ele realmente entendeu o que foi falado;

 Não fale com comida na boca, nem masque chicletes, pois as palavras soarão de maneira diferente.

 Converse em lugares tranquilos, sem muito barulho;

 Nos casos de uso de aparelhos, certifique se as pilhas estão precisando trocar. Verifique as datas em que as últimas baterias foram trocadas;

 Tenha uma conversa num ambiente descontraído;

 Não tente retirar a cera do ouvido com objetos;

 Repita as suas ideias;

 Seja paciente. Saber que existe alguém que está sempre disposto a ajudar é uma das melhores recompensas que um idoso pode ter.

Ana Mendes

Fonoaudióloga CRF nº3025 RJ

Contato.anamendes.br@gmail.com

Cel (21)999731439


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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