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  • Dra Roberta França

PARKINSON, FISIOTERAPIA E PILATES


Vamos começar nosso texto fazendo uma pergunta: qual o maior medo que você tem quando pensa que vai envelhecer? Podemos garantir que a maioria das pessoas pensa em três situações: depender de outras pessoas, ter demência e ter dificuldade em realizar suas tarefas devido à invalidez. Hoje vamos falar desta última situação que está relacionada à perda de movimentos! O Parkinson! Uma doença cuja principal característica é o comprometimento motor.

Quando se pensa em tremor, logo vem a nossa cabeça a doença de Parkinson. Associado a isso temos a rigidez e a lentidão dos movimentos que são as principais características, afetando o controle, a coordenação dos movimentos, o tônus muscular e a postura do indivíduo. Por isso, é uma das doenças mais temidas e assustadoras do envelhecimento. Além disso, afeta a fala e a escrita, mas sem afetar a capacidade intelectual. Infelizmente ainda não tem cura e é progressiva. No entanto, nós queremos mostrar pra vocês que o tratamento fisioterápico é INDISPENSÁVEL. É importante começar o tratamento logo que seja diagnosticada a doença.

Muitos portadores acabam deixando de insistir no tratamento, justamente por saber que ela não tem cura. Mas nós devemos incentivar o tratamento para retardar os efeitos causados pela doença e proporcionar melhor qualidade de vida do paciente, além de educar a família sobre os benefícios da terapia por exercícios.

O fisioterapeuta avalia os sintomas neurológicos e o grau de comprometimento da doença a fim de estabelecer que recurso utilizar, para que se tenha 100% de aproveitamento do tratamento. Quanto mais cedo e mais eficaz for o tratamento, mais chances de minimizar os sintomas e retardar a progressão da doença. Os sintomas variam de um indivíduo para o outro. Porém, o padrão postural de projeção anterior da cabeça, de flexão do tronco com escassez de rotação e falta de equilíbrio estão presentes nos portadores. Com evolução para passos curtos, perda de expressão facial, podendo ocorrer quedas frequentes com fraturas, perda de independência, inatividade, causando isolamento social, risco da osteoporose e doenças cardiovasculares. Além disso, alguns sintomas são conhecidos como não motores:

Ansiedade, depressão, distúrbio do sono, dor, constipação intestinal, aumento da quantidade de saliva entre outros.

A fisioterapia envolve os exercícios preventivos e corretivos, dependendo do grau de evolução da doença. Todo exercício tem como objetivo melhorar a função do movimento, como levantar, andar, sentar, as atividades motoras, a lentidão dos movimentos e a diminuição de quedas, resultando em melhora e manutenção da qualidade da realização das atividades de vida diárias, além de prevenção de complicações secundárias.

Exercícios motores de alongamento, de aumento de tônus, equilíbrio, coordenação, alinhamento postural, treinamento de marcha (sem e com estímulos externos), treinamento das atividades diárias, relaxamento e exercícios respiratórios constituem a base do tratamento com a fisioterapia. Além disso, devemos dar ao parkinsoniano estímulo cognitivo para ativar a memória relacionada ao movimento, estímulos visuais e auditivos.

O pilates tem sido também uma modalidade muito recomendada na área da reabilitação. A filosofia do método é utilizada associando ao conhecimento neurológico, motor e as sequelas da doença para melhor resposta e aproveitamento do tratamento. Com a prática é possível que o paciente note os resultados rapidamente, de forma bem significativa.

Ressaltamos que pacientes fisicamente ativos tendem a apresentar melhor qualidade de vida e aumento das funções para as atividades de vida diária. Mas você pode estar se perguntando o que seria mais eficaz ou que modalidade de tratamento procurar. FAÇA UMA AVALIAÇÃO COM UM FISIOTERAPEUTA! Cada paciente tem uma necessidade e um perfil pessoal, além do perfil característico da doença. Só uma boa conversa para esclarecer qual o melhor tratamento para você!

Selecionamos algumas imagens de exercícios simples, que podem ser feitos em casa, com a ajuda de algum familiar, retirados de um site de referência sobre a doença de Parkinson.

Movimentos com o pregador de roupas e elástico.

Apertar o pregador e esticar o elástico com os dedos. Repetir 10 vezes cada movimento.

Repetir para o outro lado.

Pode ser realizado com um bastão ou cabo de vassoura.

Realizar para os dois lados. Pode ser realizado com o bastão ou uma toalha. Repetir para o outro lado. Esses são apenas alguns exercícios. Deve-se realizar 10 repetições de cada movimento. Mas antes procure um fisioterapeuta. O exercício pode ser fácil ou avançado demais dependendo do grau da doença. O que serve para um paciente, talvez seja ineficaz para outro. Fica a dica e esperamos que gostem. Dúvidas?! Entre em contato conosco no e-mail contato@provitalfisioterapia.com.br www.cantinhodageriatria.com.br


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