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  • Dra Roberta França

NUTRIÇÃO ALÉM DA ALIMENTAÇÃO


Começaremos falando sobre Nutrição em Doenças que tornam o idoso incapacitado.

A curiosidade, o bom senso e a observação são características necessárias as pessoas que acompanham nosso cliente (que é nosso maior objetivo) pois adaptações serão necessárias para garantir o BEM ESTAR. Enquanto responsáveis devemos fornecer tudo que esteja ao nosso alcance para que tanto o paciente quanto o acompanhante (cuidador) tenham conforto.

Se for possível que o idoso entenda nosso raciocínio devemos explicar a ambos a necessidade das adaptações e mudanças que ocorreram.

A alimentação deve sempre levar em conta o que os médicos observam nos exames e prescrevem, qualquer dúvida devemos anotar e elas devem ser tirada com ele ou com uma Nutricionista e só depois de todas as duvidas tiradas é que as mudanças devem ser implementadas. Um fator importante e por vezes negligenciado é a hidratação, pois a falta dela pode levar a lapsos de memória e isto pode ser confundido com alguns tipos de doenças.

Nos pacientes com Alzheimer nós nos tornamos responsáveis em oferecer líquidos. Pode ser em pequenas quantidades, de 2/2 horas ou no máximo de 3/3 horas. Outro fator importante é que em determinada fase da doença a compulsão por alimentos passa a ser frequente. Servindo o prato já pronto e não a comida servida à mesa evitamos o confronto desnecessário.

Sempre devemos variar sabores e texturas nos alimentos, em casos já avançados a deglutição se torna difícil. Assim a memória dos paladares irá ser preservada por mais tempo. Quem oferece o alimento deve interagir na hora da alimentação perguntando a respeito dos sabores, das temperaturas, das cores e etc... Quem sabe começar perguntando – Creio que esqueci de colocar sal o que você está achando do paladar – não se preocupem se ele disser que precisa de mais sal, diga que irá colocar, leve o prato à cozinha e volte com o prato dizendo que já colocou mais sal.

Já no paciente com Parkinson a conduta deve ser diferente, procurar oferecer os alimentos que necessitem ser cortados (esta tarefa por vezes se torna impossível) que eles cheguem à mesa já cortados, pois desta forma evitaremos o constrangimento por parte do paciente.

Já existem no mercado utensílios bem interessantes e bem úteis como talheres com dispositivos para ajudar no equilíbrio, pratos com bordas mais altas que ajudam a evitar o derramamento dos alimentos e melhor acondicionadas nos talheres.

Muito bem vocês devem estar se perguntando – ela fugiu do tema que é a Nutrição/Alimentação. Não isto não aconteceu, o tema não foi desviado e nem esquecido. O meu pequenino modo de ver as coisas a Nutrição vai muito além da Alimentação, e falaremos em outra ocasião da alimentação especificamente.

Mas o meu objetivo hoje, é de juntos analisarmos a Nutrição que surge da ATENÇÃO para com quem convivemos. A Nutrição que vem do BEM ESTAR que proporcionamos a todos que estão no nosso entorno. Falaremos da Nutrição que vai além do corpo físico, que ativa a memória pelo olfato, pelo tato e pelo paladar.

Até a próxima conversa.

NUTRIR com LUZ da harmonia e do equilíbrio é um dos nossos lemas.

Cátia Gopfert

www.cantinhodageriatria.com.br


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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