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  • Dra Roberta França

O QUE É DISARTRIA? - ANA MENDES


Disartria é definida como a dificuldade de utilizar os músculos da fala ou então a fraqueza destes. Envolve também distúrbios da respiração, fonação, ressonância e prosódia. Essas alterações ocorrem devido à lesão cerebral. São problemas neurogênicos com paralisias e paresias de grupos musculares, em função de lesão cerebral de ordem diversa. Embora disartria pareça ser um problema de linguagem, é realmente um problema motor. Pelo fato de a capacidade para compreender e usar a linguagem não ser afetada, a maioria das pessoas com disartria pode ler e escrever normalmente. Algumas causas: AVC. Distrofia muscular. Doença de Huntington. Doença de Parkinson. Esclerose lateral amiotrófica. Esclerose múltipla. Infecções. Miastenia grave. Paralisia cerebral. Paralisia de Bell. Síndrome de Guillain-Barré. Traumatismo cranioencefálico. Tumor cerebral. Sinais mais comuns são: Pessoas que têm disartria produzem sons que se aproximam ao real som das palavras, e na ordem correta; A fala pode ser ofegante, irregular, imprecisa e com tons monótonos ou de vibração; A velocidade da fala é geralmente diminuída, devido problemas de tonicidade muscular oral; Há incompetência articulatória frequente com erros consistentes; Incapacidade de falar mais alto do que um sussurro; Discurso muito rápido e difícil de entender; Voz rouca; Voz anasalada; Ritmo irregular ou anormal de fala; Dificuldade em mover a língua ou músculos faciais; Babar. Avaliação Fonoaudiológica

O fonoaudiólogo irá avaliar a área da motricidade oral, que consiste da fala, respiração, mastigação, deglutição e sucção. E sua qualidade de voz. O tratamento depende da causa, tipo e gravidade da disartria. Os objetivos dos tratamentos incluem: Retardar ou acelerar a velocidade da fala. Melhorar a respiração para que a pessoa possa falar mais alto. Fortalecimento dos músculos. Melhorar os movimentos da língua e dos lábios. Melhorar a produção dos sons da fala, de modo que ela fique mais clara. Ensinar cuidadores, familiares e professores estratégias para melhor se comunicar com o paciente. Em casos graves, ensinar meios alternativos de comunicação. É importante que tanto a pessoa com disartria quanto aquelas com quem ela se comunica, trabalhem para melhorar as interações. Dicas para o portador de disartria Introduza o tópico com uma única palavra ou frase curta antes de começar a falar em sentenças mais completas. Certifique-se de que os ouvintes estão entendendo. Fale devagar e em voz alta (tanto quando possível). Faça pausas com frequência. Tente reduzir a quantidade de conversas quando se sentir cansado ou quando o seu discurso será mais difícil de entender. Tente usar outros métodos de comunicação se a fala é difícil ou frustrante. Crianças podem precisar de ajuda adicional para se lembrar de usar essas estratégias. Dicas para ouvintes. Tente reduzir as distrações e ruídos de fundo. Preste atenção no interlocutor. Observe os gestos ou movimentos labiais da pessoa enquanto ela fala. Deixe o orador saber, caso você esteja com dificuldade em entender. Repita apenas a parte da mensagem que você entendeu, de modo que o orador não precise repetir a sentença completa. Se você ainda não entendeu a mensagem, faça perguntas cujas respostas sejam sim ou não, para que o paciente não precise falar muito. Não insista para que repita várias vezes.

Disartria pode causar algumas complicações: Dificuldades na comunicação. Problemas com interações sociais. Depressão, devido à frustração causada pelos sintomas. Expectativas. Trabalhar com um profissional da fonoaudiologia pode ajudar a melhorar as habilidades na fala e entendimento por parte das outras pessoas.


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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