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  • Dra Roberta França

DEMÊNCIA, DOENÇA DE ALZHEIMER E FISIOTERAPIA - PROVITAL


Um assunto que gera muita confusão entre os idosos e familiares é a demência. Qualquer sinal de esquecimento, já gera no familiar a ideia de que o idoso está com Alzheimer. Porém, existem diferenças! E no mais, até que se chegue ao diagnóstico de doença de Alzheimer, há um caminho a ser percorrido. Com isso, devemos estar atentos a qualquer sinal de esquecimento ou confusão mental e comunicar ao médico. Quanto antes o diagnóstico clínico for fechado, melhores as respostas aos tratamentos. A demência é uma síndrome clínica de diversas causas. Já o Alzheimer é um dos tipos mais comuns de demência. Os sintomas iniciais da doença incluem perda de memória, desorientação espacial e temporal, confusão e problemas de raciocínio e pensamento, provocando alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas atividades de vida diária. Inúmeras pesquisas são realizadas a fim de encontrar a cura para esta doença. Já os tratamentos não farmacológicos buscam atividades que estimulam a capacidade cognitiva, física e social. Dentro da fisioterapia, os estudos são escassos. No entanto, há estudos que mostram os benefícios para as alterações motoras e respiratórias, visando a prevenção de possíveis complicações. Os principais benefícios incluem a melhora da coordenação motora, da capacidade cardiorrespiratória, aumento da força muscular, melhora do equilíbrio e da flexibilidade. Orientações domiciliares incluem modificações ambientais necessárias para facilitar o paciente e para garantir a sua segurança. Desta forma, o paciente fica mais ativo e independente, realizando suas atividades como tomar banho, vestir-se, alimentar-se, entre outras, de maneira mais precisa e menos lenta. Quem convive com essa doença, seja como paciente ou como familiar, sabe da extrema importância do paciente ser independente. No entanto, na maioria das vezes o paciente com Alzheimer chega para o fisioterapeuta na fase tardia da doença. E esse atendimento quase sempre é feito na casa do paciente. Porém, a fase intermediária ou inicial é o momento ideal para a fisioterapia intervir. Na fase inicial o diagnóstico ainda está sendo esclarecido. Por isso, é muito importante uma relação direta entre o médico e o fisioterapeuta. Já na fase intermediária, o paciente apresenta dificuldade em executar funções que envolvem as atividades de vida diária, assim como, apresenta alterações motoras como lentidão dos movimentos, dificuldade na caminhada, presença de gestos e reflexos primitivos, praxia e gnosia. Com a fisioterapia nós iremos auxiliar o paciente a realizar suas atividades de forma mais independente possível. Ele precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto e realizar a ação motora. Outro objetivo é retardar os efeitos dos sintomas, evitar atrofias e deformidades prolongando a habilidade de movimentar-se independentemente. As técnicas utilizadas serão as mesmas usadas nas pessoas da terceira idade que não têm nenhum tipo de demência. Porém, a maneira de aborda-las será diferenciada. Na fase tardia, o paciente já perdeu a capacidade de se comunicar e realizar as atividades de vida diária. Muitas vezes o paciente já não caminha mais, apresenta atrofia, perda de massa muscular, dores no corpo e está acamado. Nós iremos atuar com relaxamentos e alongamentos para aliviar esses sintomas. A transferência no leito, ajudando na orientação ao cuidador ou enfermeiro, para evitar encurtamentos e escaras é de extrema importância. Cuidadores, enfermeiros, médicos e fisioterapeutas devem estar atuando de forma conjunta e com o mesmo propósito, a fim de proporcionar ao paciente alívio do seu sofrimento. O plano fisioterapêutico deve ser elaborado de acordo com o paciente e devemos estar muito atentos ao que o paciente ainda é capaz de executar. O mínimo que o paciente realiza, deve ser incentivado. Quanto mais o paciente puder realizar de forma ativa as suas atividades, quanto mais ele se movimentar independentemente, melhor pra ele e pra todos que estão a sua volta. Sabemos que não é fácil cuidar do paciente com Alzheimer, mas devemos colocar amor, paciência e persistência no dia-a-dia. Para os familiares, nós iremos deixar aqui a imagem e um pouquinho de uma história que somos fãs. Uma história que encantou todo o país saiu nas redes sociais e virou um livro. Quem ainda não conhece, vale a pena procurar os vídeos e assistir essa relação de amor e dedicação. Em 2013, este jovem de 22 anos largou tudo para cuidar exclusivamente da avó com Alzheimer. A vovó Nilva! Ele fez vários vídeos e criou uma fanpage chamada “Vovó Nilva” para compartilhar com o mundo o seu dia-a-dia com ela. Lá você encontra vídeos, fotos e relatos do amor incondicional, da dedicação e extremo bom humor na relação dos dois. Em 2013 ela faleceu e ele em 2014 publicou sua última homenagem à avó... UM LIVRO! Fica nossa dica!


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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