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  • Dra Roberta França

SUICÍDIO. SERÁ LOUCURA? TEM CURA?


Alguém seria capaz de pensar no Robbin Williams se matando? Repleto de personagens divertidos e aparentemente normal, o que teria acontecido? Um ato de loucura ou um direito legítimo de morte intencional? Precisamos discutir esse assunto tão importante e tão pouco abordado. No mundo inteiro a cada 40 segundos uma pessoa se mata! No mundo inteiro a cada 03 segundos, alguém tenta se matar! Não podemos mais fechar os olhos... O suicídio pode ser definido como um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte de forma consciente e intencional, de uma forma que ele acredite ser letal. Pode parecer loucura mas a intencionalidade da morte passa por etapas. Primeiro a pessoa tem idéias de morte, depois idéias de suicídio, passa por planos de morte, pesquisa de métodos e por fim providências para o depois... Muito mais complexo do que pensamos, o suicídio envolve desejos, planos e tentativas... Para alguns é ato de covardia mas há muito mais envolvido. A dor psíquica é tao interminável e insuportável que o suicídio parece a única solução. Mesmo paradoxal, a grande maioria dos suicidas não desejam de fato morrer, eles só querem acabar com a profunda dor da alma. O impulso de se matar pode ser transitório e durar pouco, no normalmente deflagrado por eventos negativos do dia a dia. A rigidez do pensamento negativo é o grande problema... Achar tudo cinza, triste e principalmente sem solução.

Dizemos que o suicídio é produto dos 'D's... • desespero • desesperança • delirium • desamparo • depressão • dependência química

O impulso empurra para o fim... Todo suicida tem alguma doença mental mas nem todo paciente com distúrbio mental tentará se matar. Por que alguns pacientes, mesmo com fatores de risco para suicídio (doenças físicas, isolamento social, ansiedade, desesperança, etc) não tem ideação suicida? Simples... Fator de proteção! Apesar de inúmeros problemas na vida, acreditam em algo maior... acreditam que, de alguma forma, algo ira se transformar... Fé? Talvez... O nome é o que menos importa. Importa é saber que tudo fica mais fácil quando acreditamos em algo maior que nós mesmos... Tudo fica mais leve quando acreditamos que tudo passa... Porque no final... tudo passa... Li a muito tempo uma frase belíssima que dizia "é preciso esquecer o nome de Deus que as religiões deram para encontrá-lo sem nome no assombro da vida" É isso... Sem nome... Com nome... Ou apenas VIDA!!!


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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