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  • Dra Roberta França

DEMÊNCIA DE ALZHEIMER, AGORA É PRA VALER!


Já compreendemos o que é memória, quando seus lapsos são normais e quando deixam de ser. Ninguém quer ouvir esse diagnóstico e, acredite, ninguém deseja dar! Aceitar o diagnóstico é, acima de tudo, assumir a responsabilidade de cuidar, tratar, fazer e responder pelo paciente. Admitir que ele gradativamente perderá sua autonomia (capacidade de gerir a própria vida e tomar decisões) e sua independência (capacidade de realizar atividades cotidianas sem auxílio). Na fase moderada da Demência de Alzheimer, as dificuldades de memória se tornam mais evidentes. Sua rotina diária fica muito prejudicada visto que ele torna - se incapaz de cozinhar, fazer compras e manipular dinheiro. Chama atenção da família, a perda da higiene pessoal, com recusas frequentes para tomar banho, escovar os dentes e trocar de roupa. Mesmo dentro de casa, tem dificuldade em encontrar cômodos com seu quarto e o banheiro e pode comumente perder - se ao ir à rua! As alterações comportamentais surgem com alucinações visuais (vê gente saindo de quadros, paredes e armários), sensoriais (animais peçonhentos subindo no corpo) e auditivas (ouve e fala com pessoas, principalmente já falecidas), assim como agressividade, labilidade emocional e distúrbios do sono (inversão do ciclo sono/vigília). É frequente o paciente querer ir pra casa mesmo já estando nela. A linguagem fica cada vez mais pobre e repetitiva e há perda da nomeação (aquilo de escrever /e não caneta; onde cozinha a comida/ e não o fogão). Isso significa que os nomes vão ser esquecidos... e as pessoas também... Não é fácil! A rotina do cuidador é muito complexa. Ele precisa conhecer bem o paciente, seus hábitos e sua história para ajudar. O "melhor" tratamento para a demência é a rotina! O paciente está perdendo a memória, crie uma para ele! Os hábitos diários minimizam muito a agressividade, agitação e as flutuações de humor. Nos momentos de conflito (não quer tomar banho, comer ou está desorientado) não confronte. Concorde com as visões e negações e busque outro caminho. O paciente realmente acredita no que diz mas daqui a pouco irá esquecer! Não é fácil! E, no dia que ele esquecer seu nome ou o próprio nome, repita tantas vezes seu nome e tantas outras o nome dele! Não se sinta fracassada nem desista de lutar!!! Lembre-se de lembrá-lo todos os dias a pessoa importante que ele é para você!!!


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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