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  • Dra Roberta França

DOR E SOFRIMENTO


Consideramos dor crônica a dor que persiste além do tempo normal de cicatrização e apesar dos analgésicos. 50% dos adultos tem um ou mais tipos de dor e elas tendem a agravar com o envelhecimento. Existem 2 tipos de dor: 1 - nociceptiva é a dor doída, em aperto, latejante ou em cólica. 2 - neuropática é dor que queima, arde, dá choque, formiga ou em pontada. Apesar de tantos medicamentos disponíveis o que vemos é que poucas pessoas morrem DE dor, muitas morrem COM dor mas a maioria VIVE com dor. Por que? No fundo a dor é subtratada por ser considerada normal na velhice. O idoso não informa até por medo de saber o que está por trás da dor. Tem falsas crenças de ser sensível demais, ter que tolerar e não reclamar. Por outro lado há uma confusão entre dor e sofrimento. A dor é um estímulo, o sofrimento o significado, é a dor não compreendida... Muitas vezes a dor é um pedido de socorro emocional. As mudanças advindas com o envelhecimento fazem da dor uma síndrome multifatorial! O que vejo na minha rotina como geriatra é que a dor é um produto da história de cada um... A dor não é apenas física mas psíquica, emocional e espiritual. A dor real está mais associada a solidão. Vivemos a globalização da indiferença onde as selfies são mais importantes que estender as mãos! É difícil lidar com quem sofre pois muitas vezes elas nos fazem olhar para nossa própria dor... e quem quer ver? A dor talvez seja a maior manifestação do sofrimento e do desamor. E o que é o amor? Muito além de gostar, de querer bem, o maior gesto de amor é a humanidade! Dar ao outro o divino direito de ser humano... No final das contas, com toda a evolução da medicina o amor é ainda o melhor remédio... Amar Cura!


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CANTINHO DA GERIATRIA

Textos e artigos da Dra. Roberta França

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